Compra virtual e uso de Bitcoin são alvos de ação de criminosos

Compra virtual e uso de Bitcoin são alvos de ação de criminosos

A compra virtual com uso de bitcoins também é alvo de crimes

Para quem não conhece, o bitcoin é uma moeda virtual, que pode ser usada das mais variadas maneiras. Para o usuário comum, o bitcoin é utilizados na compra de passagens aéreas e outros serviços, como assinaturas de revistas e créditos para celular. Produtos convencionais como smartphones, utensílios de cozinha e televisores também estão em catálogo.

Uma empresa russa apontou a questão dos smartphones empresariais como uma válvula de escape de informações confidenciais, e também ressaltou a questão dos ataques a bitcoins. O número de ataques direcionados à moeda criptografada aumentou mais de 2,5 vezes, contabilizando cerca 8,3 milhões de incidentes durante o desenvolvimento da pesquisa. Um número alto quando lembramos que existem apenas alguns poucos milhões de usuários do serviço em todo o mundo.

Para Stephen Foley, correspondente de investimentos nos Estados Unidos, o uso de bitcoins passou a ter um significado maior no mercado: ?A moeda já foi utilizada por criminosos e seus cúmplices, mas as empresas imploram por uma regulamentação?, frisa. Os usuários de bitcoins fazem coro a Stephen, principalmente quando estes procuram descontos na hora de fazer suas compras domésticas.

Um headphone intermediário custa cerca de R$ 80, em bitcoins o valor gira em torno de 7500. Já um smartphone desbloqueado de baixo custo é R$ 250 na loja, ou 19.500 bitcoins. Nos dois casos, um real corresponderia a aproximadamente 94 e 78 bitcoins, respectivamente. Como se pode ver, um valor flutuante, com uma diferença de aproximadamente 17% entre os dois valores pesquisados. Para o consumidor Aníbal Martins, que usou o recurso para comprar passagens aéreas, o serviço compensou: ?Senti que estava economizando sim, porque nem lembrava que estava juntando. Quando vi, já podia trocar por passagem?, afirma.

O ideal é saber pesquisar e identificar aonde está o menor valor. O uso de bitcoins pode até não ser econômico em alguns casos, mas com uma pesquisa adequada os valores podem ser atrativos para o bolso do consumidor.

Smartphone pessoal na empresa?

Em novembro de 2012, a mesma empresa russa de antivírus, em associação com especialistas em pesquisa de mercado, realizou um estudo com mais de cinco mil gerentes de tecnologia da informação de empresas de todo o mundo. Os resultados mostraram que a maioria das companhias não dirige a atenção adequada à proteção de smartphones, tablets e computadores corporativos, além dos dados armazenados neles.

34% de quem respondeu a pesquisa disse que suas empresas não usavam medidas de proteção para dispositivos. Além disso, 15% delas não planejam fazer isso no futuro, 29% possuem proteção parcial e 28% não possuem uma estrutura totalmente adequada.

Nos últimos anos, surgiram mais dispositivos Android, e com eles a quantidade de malwares aumentou, mirando os dispositivos que usam o sistema operacional do Google. Enquanto isso, as empresas continuam com políticas financeiras que pedem que o funcionário use seu próprio dispositivo pessoal para trabalhar, seja acessando o e-mail da empresa, seja realizando algum tipo de transação financeira.

De acordo com a corporação russa, as empresas devem regulamentar o uso de smartphones e tablets pessoais dos empregados que acessam a infraestrutura corporativa das companhias. Caso contrário, os negócios podem entrar em pane, pois aumenta o risco de vazamento de informações confidenciais.

Mas o brasileiro Clodinei Sousa, técnico especialista em hardwares de uma marca de computadores pessoais e smartphones, pioneiro na área em Teresina, analisa as coisas sob outro contexto: ?No Brasil, o smartphone é visto como algo pessoal. Os telefones da empresa são da empresa?, declara.

Cuidados

> Procure uma empresa de confiança

É importante buscar um banco ou uma corretora de confiança. Para encontrá-lo, o ideal é procurar um especialista no assunto, que pode ser um profissional da área de computação ou de sistemas da informação. Mas também não custa nada perguntar a amigos que tenham utilizado o serviço e como foi essa experiência. Nessa hora, toda pesquisa é fundamental para não cair em armadilhas virtuais.

> Finalidade

Se você for comprar a moeda, saiba qual será a finalidade dela. Se vai comprar um bem ou um serviço, compare os preços nas lojas convencionais (em real), de preferência em mais de uma. Depois veja qual o valor em bitcoins. Após uma regra de três e uma calculadora, o valor pode ser atrativo ou não para quem deseja comprar alguma coisa. Se for investir, é melhor pedir ajuda a um contador e ficar atento às mudanças de valores das principais moedas do mundo.

> Antivírus

Usar computadores públicos pode não ser uma boa ideia quando se trata de transações financeiras, mesmo no caso dos bitcoins. Até mesmo usando um computador pessoal o risco de vírus é constante. Por isso, evite navegar por sites que não sejam confiáveis, principalmente na hora de fazer downloads. Usar um bom antivírus ajuda muito, principalmente se ele estiver bem instalado (compatível com o seu dispositivo) e atualizado.

> Transações

Guarde os comprovantes de suas transações em um lugar seguro, de preferência em um dispositivo de armazenamento que não seja ligado a internet. Pode ser em um CD, pendrive, HD externo ou mesmo um jurássico disquete. Os comprovantes são a prova do que você gastou/deixou de gastar. É só ficar atento. Vale tudo na hora de manter as contas a salvo!

> Smartphone

Os sistemas operacionais mais comuns no mercado são, em ordem: Android, iOS, Windows Phone e Blackberry. De acordo com Clodinei Sousa, os Blackberrys já foram os preferidos dos empresários, mas hoje a Apple domina o setor. Em relação ao sistema da Microsoft, Clodinei afirma que apesar de toda a base tecnológica presente nos aparelhos, é um sistema muito novo. Vale ressaltar que quanto mais popular é o sistema operacional, mais ele é visado por hackers: ?A popularização do smartphone aumenta o interesse dos criminosos pelas pessoas, não importa a classe social. Surgiu um verdadeiro mercado de roubar pessoas?, conclui.

Fonte: Lucrécio Arrais e Thays Teixeira