Facebook perde 3 mi de adolescentes entre 2011 e 2014 nos Estados Unidos

Oobjetivo era demonstrar que a faixa etária dos usuários do Facebook tem envelhecido

O número de internautas de 13 a 17 anos que usa o Facebook nos Estados Unidos diminuiu 3,3 milhões nos últimos três anos. A quantidade de jovens caiu de 13,1 milhões (8,9% do total) em 2011 para 9,8 milhões (5,4%) em 2014. As informações são de um estudo divulgado pela consultoria especializada iStrategy, na última quarta-feira (15).

De acordo com outro estudo, feito pela consultoria ComScore e divulgado pelo próprio Facebook, a realidade no Brasil é diferente. Nessa pesquisa, realizada entre outubro de 2012 e 2013, o número de usuários na faixa etária de 15 a 24 mais que dobrou, passando de 8,7 milhões para 18,1 milhões.

No levantamento realizado pela iStrategy, nos Estados Unidos, o objetivo era demonstrar que a faixa etária dos usuários do Facebook tem envelhecido, e não exibir um possível fluxo de migração com para outras plataformas.

Esse critério foi adotado porque não é possível desprezar, por exemplo, que parte dos usuários que foram registrados em 2011 já envelheceram e mudaram de categoria naturalmente.

A pesquisa também mostrou que o público que mais cresceu entre os usuários americanos tem mais de 55 anos. Com aumento de 80,5%, essa categoria saltou de 15,5 milhões (10,6% do total) de pessoas para 28 milhões (15,6% do total).

A faixa etária mais popular mudou nos últimos três anos entre os usuários dos EUA. Em 2012, o público com idade entre 18 e 24 anos representava 30,9% de todos os usuários. Já em 2014, os líderes são os internautas entre 34 e 54 anos, com 31,1% do total.

Uma pesquisa recente, realizada pela instituição britânica UCL (University College London), traz dados que reforçam as descobertas do estudo da iStrategy. Segundo o levantamento britânico, o Facebook está "morto e sepultado" entre os adolescentes mais velhos (de 16 a 18 anos). Conforme os mais velhos aderem à rede social, esses jovens migram para Twitter, Instagram, WhatsApp e Snapchat.

Fonte: UOL