Estudo: Jovens começam a migrar do Facebook para Twitter

Chegada dos pais ao Facebook teria causado mudança no comportamento

O consenso era esse: os adolescentes não tuitam, já que o meio é muito público e os usuários são muito mais velhos. Porém, de repente, seus pais, avós e vizinhos começaram a invadir o Facebook e a rede social deixou de ser um lugar só deles. Assim, o Twitter voltou a ser uma opção.

?Eu amo o Twitter e é a única coisa que tenho só para mim e meus pais não têm um?, tuitou Britteny Praznik, de 17 anos. Ela ainda tem uma conta no Facebook, mas entrou para o Twitter durante o último verão, depois que alguns colegas de classe fizeram o mesmo.

Os adolescentes dizem gostar da facilidade de uso da ferramenta e da habilidade de enviar mensagens equivalentes a um SMS para seu círculo de amigos, geralmente menor do que a quantidade de amigos que têm em suas contas no Facebook. No microblog, eles podem ter muitas contas e não precisam usar seus nomes reais.

A crescente popularidade do Twitter entre os adolescentes se encaixa com as descobertas feitas por um estudo da Pew Internet & American Life Project, uma organização sem fins lucrativos que monitora os hábitos tecnológicos das pessoas. A migração tem sido lenta, porém consistente.

A pesquisa, feita em julho de 2011, descobriu que 16% dos adolescentes, de idades de 12 a 17 anos, disseram usar o Twitter. Há dois anos, essa porcentagem era de 8%.

?Esse aumento é, definitivamente, significativo?, disse Mary Madden, especialista em pesquisas sênior da Pew. E ela suspeita que esse número tenha crescido novamente.

Enquanto isso, outra pesquisa do Pew mostrou que quase um em cada cinco pessoas de 18 a 29 anos adquiriram gosto pelo microblog, que permite que elas postem seus pensamentos em até 140 caracteres.

No início de sua história, o Twitter tinha uma reputação que muitos achavam não se encaixar com os hábitos dos adolescentes. ?O primeiro grupo a reconhecer o microblog foram as pessoas da indústria da tecnologia, que precisavam se promover?, disse Alice Marwick, uma pesquisadora de pós-doutorado no Microsoft Research, que pesquisa os hábitos dos adolescentes.

Fonte: G1