MIT cria sistema para ver através de paredes apenas com sinal do Wi-Fi

Chamado de Wi-Vi, tecnologia usa sinal de Wi-Fi de baixa potência

O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) criou uma forma de ver pessoas através das paredes, mas, diferentemente de um raio-x, utiliza apenas o sinal de Wi-Fi, segundo publicou nesta sexta-feira (28) o site ?MIT News?.

Os esforços já realizados para criar um sistema como esse envolveram grandes somas de dinheiro e radares muito sofisticados que usam parte do espectro eletromagnético, em posse apenas de militares.

Mas o professor Dina Katabi, do Departamento de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação do MIT, e seu aluno Fadel Adib driblaram esses obstáculos e criaram um sistema que permite marcar as pessoas utilizando uma tecnologia de Wi-Fi de baixo custo.

?Nós queríamos criar um dispositivo de baixa potência, portátil e simples suficiente de moo que qualquer pudesse um usar, para dar às pessoas a habilidade de ver através de paredes e portas fechadas?, disse Katabi ao ?MIT News?.

Os dois pesquisadores chamaram o sistema criado de ?Wi-Vi?. Com conceito similar aos sistemas de captura de imagens utilizados por radares e sonares, o ?Wi-Vi? utiliza um sinal de baixa potência de Wi-Fi que, refletido nas pessoas, permite o rastreamento os movimentos delas.

Após isso, há o trabalho da tecnologia é desconsiderar as reflexões não provenientes de corpos humanos. Para isso, utilizam duas antenas e um receptor que conseguem eliminar os sinais que vêm de objetos.

As ondas refletidas são utilizadas para dar uma ideia do lugar onde as pessoas do outro lado da parede estão.

Games

O ?Wi-Vi? será apresentado na conferência de discussão sobre tecnologias de comunicação Sigcomm em Hong Kong, em agosto.

Segundo seus criadores, poderá, por exemplo, ser usado para ajudar equipes de resgate a achar sobreviventes soterrados por escombros. Ou ainda auxiliar a polícia a identificar o número de criminosos dentro de um prédio.

O sistema também permite a identificação de gestos no escuro ou quando as pessoas não estão exatamente em frente ao aparelho emissor. Segundo Katabi, isso poderia oferecer uma experiência mais complexa aos consoles de videogame que utilizam câmeras para captar os gestos de jogadores.

Fonte: G1