Nova tecnologia promete tornar "casas inteligentes" mais baratas

Dispositivos como câmeras e medidores de pressão se conectam automaticamente, via Wi-fi, à máquina central. Testes no Brasil começam em dois meses.

Há pelo menos dez anos se discute o conceito de casa inteligente. Porém, a ideia de controlar a luz da sala ou as cortinas do quarto a partir do controle remoto nunca pareceu próxima o bastante, seja por causa de seu alto preço, seja devido à difícil implementação.

Na última terça-feira (17/05), no segundo dia do InTouch ? evento organizado pela Amdocs, provedora de soluções em software para empresas de telecom ? um novo modelo foi apresentado, com o objetivo de facilitar e popularizar a automação residencial. A intenção é que as operadoras acrescentem a tecnologia a seus portfólios, oferecendo planos de assinatura, assistência técnica e amortizações no valor cobrado de acordo com o tempo de contrato.

Além do modelo inovador, o equipamento a ser utilizado também difere do que é vendido atualmente. Prioriza o baixo custo, a facilidade de uso e a flexibilidade. A princípio uma única máquina seria comercializada ? na simulação, um computador semelhante ao Mac Mini foi visto em ação ? e ela seria responsável pelo gerenciamento de todos os dispositivos.

Os dispositivos, por sinal, se conectariam automaticamente à máquina, por Wi-fi, bluetooth ou infravermelho. De acordo com Gary Miles, vice-presidente da Amdocs, cerca de 250 acessórios já são compatíveis, de câmeras a aquecedores:

?A tendência é que, tão logo a tecnologia seja lançada, esse número aumente, e o preço sugerido pelo equipamento ? que pode até ser subsidiado pela operadora ? diminua?, previu.

O plano da Amdocs não é entrar no mercado de automação residencial, mas incentivar as empresas de telecom a investir no setor com a ajuda de seu modelo. Miles disse que elas possuem estrutura para isso, não só pelo relacionamento longo que, em geral, têm com os clientes, como pela confiabilidade que transmitem.

?Quando o usuário tem um problema?, justificou, ?não liga para a Google, mas para as provedoras. Além disso, ele não se sente seguro a ponto de deixar que a gigante coloque uma câmera em sua casa?.

Fonte: UOL