EUA terão medidas contra ataques virtuais

O presidente dos Estados Unidos negou qualquer intenção de ditar regras de segurança para redes fornecidas por empresa

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira (29) que vai nomear um "ciber czar", com a missão de coordenar as ações para defesa de ataques virtuais. Ele afirmou, entretanto, que não há intenção de fazer vigilância sobre redes privadas ou adotar medidas que ponham em risco a privacidade dos internautas

O ocupante do cargo, que não teve o nome divulgado, deve trabalhar para evitar espionagem e a ação de piratas virtuais nas redes de computadores privadas e do governo.

"Está claro que não estamos preparados como deveríamos estar, como governo e como país", afirmou Obama, acrescentando que o coordenador para segurança digital será um membro-chave da equipe de segurança nacional. "Esse oficial terá meu total apoio e acesso constante a mim enquanto enfrentamos esses desafios."

Entretanto, o presidente dos Estados Unidos negou qualquer intenção de ditar regras de segurança para redes fornecidas por empresas. "Nossa busca por segurança não incluí, eu reafirmo, monitorar redes da iniciativa privada ou o tráfego de internet. Nós preservamos e protegemos a privacidade e os direitos civis".

A medida foi tomada em razão do aumento no volume de ataques virtuais a redes do país --China e Rússia têm sido associadas a essas ações. Obama citou, por exemplo, o furto de dados do projeto de construção do avião caça Joint Strike Fighter, um dos mais caros já empreendidos pelo Departamento de Defesa dos EUA, orçado em US$ 300 bilhões.

Segundo o "Wall Street Journal", Melissa Hathaway, chefe de cibersegurança da Casa Branca, é cotada para o cargo. Scott Charney, vice-presidente da Microsoft, também aparece na lista.

Entretanto, críticos afirmam que esse gerente de segurança não terá orçamento suficiente ou autonomia para criar políticas eficientes sobre o assunto.

Fonte: Folha Online, www.folha.com.br