Em meio a mercado saturado, PS Vita chega ao Brasil e inova; veja

Embora tenha navegador de internet e aplicativos para Facebook, Twitter, Foursquare, Skype e Netflix, o Vita é apenas um videogame

Em meio ao mercado saturado por smartphones potentes e tablets repletos de recursos - ambos aparelhos com games ótimos - o portátil PlayStation Vita, que chegou ao Brasil na última sexta-feira (2), é um estranho no ninho.

Embora tenha navegador de internet e aplicativos para Facebook, Twitter, Foursquare, Skype e Netflix, o Vita é apenas um videogame, diferentemente de tablets e smartphones, que podem atender virtualmente qualquer necessidade de seus usuários por meio de aplicativos. Dificilmente, ainda mais pelo preço dele Brasil - R$ 1,6 mil em um pacote especial - alguém que busca um dispositivo com recursos multimídia irá optar pelo Vita em vez de um tablet.

Mas o gamer, que busca ter a mesma experiência de um console de mesa com gráficos em alta definição, ganha no sucessor do PSP uma opção mais sofisticada, ainda que seu concorrente direto, o Nintendo 3DS,

custe metade do preço no Brasil (R$ 800).

A própria Sony Brasil reconhece que mira o público gamer das classes A e B que, além de desembolsar o R$ 1,6 mil para a compra do aparelho (em um pacote que inclui o jogo ?Modnation Racers?), deve pagar cerca de R$ 200 pelos jogos. Na loja virtual PlayStation Store, o preço dos games por download é de R$ 170. Em contraponto, quem tem aparelhos com sistema iOS, da Apple, e Android, do Google, pode adquirir jogos - mais simples, mas muito divertidos - pagando a partir de US$ 1.

Nos Estados Unidos, o PS Vita também não é dos mais baratos. Ele custa US$ 250 em seu modelo com Wi-Fi, o mesmo que um PlayStation 3. Seus jogos, no entanto, podem ser comprados a partir de US$ 30.

Nova geração

Deixando clara essa divisão de público, o PS Vita é um bom videogame e traz o que existe de mais moderno em termos de tecnologia para os gamers. Ele possui uma tela de 5 polegadas de OLED sensível ao toque, garantindo tanto imagens nítidas e em alta definição quanto possibilitando novos meios de interação com os jogos.

O portátil tem um design similar ao do seu antecessor, o PSP, embora a tela seja maior e ele tenha duas alavancas analógicas. Os botões de ação são menores e os botões para ligar e desligar e para aumentar e reduzir o volume se encontram na parte superior do videogame. Embora seja maior do que o PSP, ele é mais leve e sua empunhadura é mais confortável.

Ao ligar o aparelho, o jogador precisa passar o dedo na tela como se fosse retirar um adesivo colado para conseguir acessar os menus. Independentemente de onde o Vita foi fabricado, há opção do idioma português falado no Brasil. Recursos como games instalados, browser, máquina fotográfica e outros ficam disponíveis em círculos na tela. Ao serem abertos, os jogos e programas podem ser acessados por abas. O caminho todo é feito por meio da tela sensível ao toque, sem a possibilidade de usar os direcionais e botões de ação.

Os controles estão melhores do que no PSP, principalmente pela inclusão de duas alavancas analógicas, aproximando ainda mais a experiência do portátil com a dos consoles domésticos. Em "FIFA 12", por exemplo, é posível realizar os dribles com a alavanca da direta enquanto se controla os atletas com a alavanca da esquerda.

O touchpad traseiro, contudo, amplia os meios de interação com o game, mas não funciona tão bem. Pegando o jogo de futebol como exemplo, por meio desta área sensível, é possível mirar e chutar ao gol. No entanto, ao segurar o aparelho, os dedos tocam no touchpad acidentalmente, provocando erros na partida. Outros títulos, como "Uncharted: Golden Abyss" utilizam melhor o recurso ao fazer o personagem se equilibrar por locais estreitos.

Os cartuchos, ou melhor, cartões de jogos têm 2,2 cm de largura por 3 cm de altura e são encaixados na parte superior do aparelho, em um slot escondito por uma tampa. Os games podem ser adquiridos no formato digital na loja virtual PlayStation Store diretamente pelo aparelho ou pelo PlayStation 3. Os títulos ficam armazenados em um cartão de memória (o pacote do Vita brasileiro tem um cartão de 4 GB).

Sempre conectado

Ao estar dentro de uma rede Wi-Fi, o jogador pode entrar em contato com amigos, enviando mensagens, conferir o que estão jogando e ver seus troféus, conquistas extras recebidas ao realizar determinados objetivos dentro dos games.

Estes recursos podem ser visualizados na Live Area, que substituiu o menu XMB usado no PlayStation 3 e no PSP e funciona bem, apresentando os ícones de jogos e aplicativos em círculos, com dez deles sendo apresentados em cada página. Informações extras aparecem no canto superior direito.

O jogador pode deixar o game em suspensão para utilizar outros aplicativos, como o Twitter e a máquina fotográfica, e retornar ao mesmo ponto em que parou - exatamente como ocorre no Nintendo 3DS.

O grande destaque do aparelho - fora a capacidade gráfica dos jogos e as possibilidade de partidas on-line - é o recurso Near, uma espécie de rede social do PS Vita. Por meio dela, o gamer consegue ver amigos e outros jogadores próximos, apresentando o lugar em que estão em um mapa. É possível desde ver o que estão jogando, os troféus que receberam recentemente, bem como deixar brindes para os títulos e convidar para partidas pela internet.

Já o recurso Party é simplesmente para convidar amigos ou até 8 jogadores para conversar por meio de mensagens de texto e de voz, combinando partidas on-line de determinados. As conversas também acontecem independentemente dos títulos que os jogadores estão jogando.

Além dos games, os jogadores podem assistir a vídeos transferidos pelo computador ou PS3, fotografar e visualizar imagens, escutar músicas MP3, e controlar o videogame PlayStation 3 direto pelo Vita. Estes recursos são os mesmos presentes em outros dispositivos como tablets e smartphones, o que, tirando o fato de ter games "de console" e controles precisos, não justificam tanto a aquisição do Vita por esse público.


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Fonte: G1