Robô vigilante é idealizado e criado por professores teresinenses

Vigilante-A, é protótipo de robô projetado para monitorar ambientes

Dizem que as grandes invenções nascem da necessidade de resolver problemas da vida diária. Foi assim que nasceu o Vigilante-A, um robô idealizado por professores teresinenses, projetado para monitorar ambientes internos. Com um custo de fabricação de R$ 250, a criação manda informações dos sensores para um aplicativo. Os idealizadores do projeto pretendem aperfeiçoá-lo para que seja comercializado no futuro.

O criador do robô, professor Artur Veloso, conta que a ideia do robô surgiu quando era criança, pois queria monitorar a sua avó que morava em uma casa de andar sozinha para que ela não precisasse descer as escadas. Mas só depois de adulto, é que ele pôde concretizar o que tinha em mente. E em menos de um mês a ideia foi concretizada.

Professor de Arduíno do Senac, Artur Veloso desenvolveu o projeto em sala de aula para participar de uma competição em um evento de tecnologia. “O coordenador desenvolveu o aplicativo que recebe informações do robô. Em menos de uma semana antes da competição já estávamos com ele pronto e conseguimos vencer”, relata.

Com sensores de presença, temperatura, gás, luminosidade e som, o Vigilante-A é capaz de saber se há alguém dentro de casa, monitora a temperatura do local, sabe se existe algum gás ou fumaça no ambiente e se há som ou luz. Em tempo real, o dono da residência saberá tudo o que está acontecendo em casa através de um aplicativo instalado no celular.

Mesmo com tudo funcionando perfeitamente, o robô ainda é um protótipo que será aperfeiçoado. Será desenvolvido um designe para torná-lo comercializável e acessível a todos. A ideia é fazer com que o seu custo caia o máximo possível para que os estudantes do curso possam desenvolver o seu próprio.

“Iremos aperfeiçoá-lo colocando câmeras, melhorar a bateria e também programar envio de informações para um site. Mesmo com um custo atual consideravelmente barato, queremos diminuir o preço, as peças que eu comprei já eram baratas, custavam de R$ 9 a R$ 20, mas queremos custos menores. Quem sabe uma empresa se interesse em comercializá-lo para a população”, completa Artur.

Cresce procura por curso de Arduíno

Para quem não conhece, o arduíno é uma placa fabricada na Itália, utilizada como plataforma de prototipagem eletrônica que torna a robótica mais acessível a todos. O projeto foi feito para que estudantes e projetistas amadores pudessem fazer criações livremente de forma fácil.

O professor Artur conta que muitas pessoas já se interessam pelo curso. A princípio seriam ofertados 19 vagas, mas a procura foi tanta que a instituição teve que abrir mais duas turmas. "O curso tem 40 horas. Tem gente que entra sabendo eletrônica, programação ou quem não sabe nenhum dos dois.

Nós começamos nivelando o conhecimento em eletrônica e programação para que possamos partir para as aulas práticas. Quando o pessoal começa a ver o protótipo funcionando acaba se apaixonando", afirma.

Artur ressalta que apesar de muitos começarem no Arduíno por diversão, a área está em crescimento no mundo todo. Na região Sudeste do Brasil, o profissional já sai do curso com o emprego garantido. Infelizmente, o Piauí ainda está engatinhando, pois não há tanta oferta de trabalho.

"Ter nosso trabalho sendo reconhecido significa muito, pois de repente as empresas podem nos olhar com outros olhos, para informatizar a sua empresa, as companhias de engenharia podem montar a sua planta em prática e isso gera emprego e não precisaríamos sair daqui.

O que eu quero é que os alunos aprendam e desenvolvam projetos na nossa terra e que pudessem fazer mestrado e doutorado na área para esse conhecimento fique no Piauí", finaliza o professor.

Fonte: Carolina Durães e Rhauan Macedo