Sistema Windows Phone é o grande desafiador da dupla iOS/Android; veja

A previsão domina entre os leitores do TeK: o sistema operativo móvel com maior potencial para desafiar o líder Android e o iOS é o Windows Phone. Par

Ao longo das últimas semanas manifestaram esta convicção 65% dos 7.333 leitores do TeK que participaram na votação sobre o tema. Quisemos saber como entendiam os leitores as alternativas às plataformas dominantes, numa altura em que o número de opções está a multiplicar-se em força, às portas de um ano onde mais algumas alternativas irão surgir.


Windows Phone é o grande desafiador da dupla iOS/Android

Além do Windows Phone, reuniram maior crédito dos utilizadores alternativas como o Ubuntu OS e o BlackBerry OS, com 12% e 10% dos votos recolhidos, respetivamente. A fé dos leitores no Firefox OS é ligeiramente inferior e isso reflete-se na percentagem de votos recolhidos: 8%. Alternativas como o Salfish ou o Tizen - o primeiro acaba de chegar ao mercado, o Tizen ainda não está disponível - reuniram menos crédito junto dos leitores.

Entretanto já está online uma nova votação onde queremos saber a sua opinião relativamente aos temas que mais marcaram o ano de 2013. A equipa do TeK já elegeu 10 temas que consideramos os mais importantes para a tecnologia. Agora pedimos-lhe ajuda para ordenar a lista e identificar os cinco mais relevantes, que terão direito a uma análise mais detalhada em artigos a publicar nos dias seguintes ao fim da votação.

E os temas a votação são:

- Escândalo de espionagem / NSA

As revelações de Edward Snowden, ex-analista da agência nacional de segurança norte-americana, provocaram uma verdadeira revolução mundial e trouxeram para a ribalta um debate ainda sem fim (ou medidas) à vista sobre os direitos dos Estados para exercer ações de vigilância sobre os cidadãos, em nome da prevenção/combate ao terrorismo e outras ameaças de segurança.

- Pirataria / Hacktivismo

Movimentos como o Anonymous continuaram a intervir ao longo de todo o ano e a reivindicar posições, atacando sites de bancos, entidades políticas ou públicas e mostrando que esta nova forma de ativismo veio para ficar. O hacktivismo também se tem feito pelo desafio aos limites do legal na utilização e distribuição de conteúdos digitais protegidos por direitos de autor, uma área que continua por regular (ou não, dependendo das opiniões) e onde a defesa de princípios, mas também o lucro fácil, tem alimentado uma acesa guerra com uma indústria do entretenimento, que não quer a partilha gratuita de conteúdos que no mundo offline são pagos.

- Falhas de segurança / Hacking

A segurança é outro tema transversal no ano que agora está quase a terminar. Ataques cada vez mais sofisticados, orientados ao lucro e tirando partido de técnicas que os sistemas de deteção não estão preparados para identificar destacaram-se. A aposta crescente dos atacantes nas novas plataformas móveis ou nas redes sociais, outra tendência, revelam que, como nunca, os problemas de segurança acompanham os utilizadores para onde estes forem.

- Fusões e integração de startups

As fusões e aquisições deram a 2013 uma dinâmica no mercado das Telecom e das TI como há muito não se via. Um pouco por toda a Europa - e nos Estados Unidos - negócios de milhares de milhões mostraram que a consolidação, há muito prevista pelos analistas, está aí. A saída da Vodafone da Verizon Wireless é um exemplo, a compra da unidade de telemóveis da Nokia pela Microsoft é outro, mas os exemplos domésticos também merecem grande relevo. Quando a fusão da Optimus com a Zon parecia o maior negocio do ano na área das telecomunicações em Portugal, a fusão da PT com a Oi mostrou que não e lançou as bases para criar um dos 20 maiores operadores de telecomunicações a nível mundial.

- Triunfo dos formatos móveis

Já esteve mais longe o dia em que por cada serviço digital haverá uma aplicação móvel correspondente. O mercado das apps móveis explodiu e à sua volta há todo um universo de equipamentos e plataformas a seguir uma dinâmica idêntica: os smartphones tornaram-se banais e os tablets e formatos ultraportáteis são os maiores dinamizadores nas vendas de equipamentos informáticos. No software os sistemas operativos móveis passaram a ser mais em 2013 e outros virão em 2014.

- Novas conquistas do espaço

2013 foi o ano em que a China chegou à Lua , transformando-se no terceiro país a fazê-lo. A aventura espacial asiática, também protagonizada pela India, que lançou a sua primeira sonda a Marte, teve mais episódios este ano, mas neste domínio da ciência os marcos de 2013 não se ficam por aqui. Marte continua a ser aquele mistério, mas as revelações que a informação recolhida por sondas têm enviado para a Terra garantem cada vez mais informação aos habitantes de um planeta que afinal pode não ser assim tão singular nas suas características. Afinal podem existir milhões de outros planetas com características idênticas às Terra, descobriu-se também este ano.

- Consolidação das tecnológicas na bolsa

Se em 2012 foi o ano de várias tecnológicas arriscarem uma entrada em bolsa, pondo-se à prova no mercado de capitais, o ano que se seguiu veio consolidar posições e mostrar o preço a pagar pela decisão. O Facebook, exemplo mais flagrante de uma chegada em grande a que se seguiu uma queda a pique, acabou por se transformar também no exemplo de que o mercado de capitais voltou a ter espaço para as tecnológicas. Para um novo tipo de tecnológicas.

- Fim da linha para empresas e líderes tecnológicos que marcaram uma era

Paul Otellini da Intel ou Steve Ballmer da Microsoft foram lideres que marcaram uma era nas empresas que dirigiram e que em 2013 deixaram, ou anunciaram que vão deixar, os cargos. No mesmo ano a BlackBerry fez uma (derradeira?) tentativa de voltar aos dias de glória, a Microsoft anunciou que ia deixar de lado a velha estratégia para se transformar numa nova organização, mais leve e mais orientada para a mobilidade e começou a preparar a integração da Nokia, que também chega ao fim de uma era? para iniciar outra.

- Financiamento de Crowdfounding

O Crowdfunding ajudou a fazer nascer alguns dos projetos emblemáticos do ano. Teve por exemplo um peso determinante na possibilidade de trazer para o mercado uma nova gama de consolas ou PCs, que querem desafiar os poderes instalados. Estas plataformas revelaram-se um modelo de sucesso, num mundo que cria projetos a um ritmo tão rápido que a probabilidade de chegar aos palcos mundiais do financiamento era cada vez mais difícil. E por ajudar a mudar esta realidade o crowdfunding já deu muitas provas mas ainda faltam algumas?será que o modelo é mesmo uma máquina de fazer sucessos? Parece que sim e que não.

- Nova geração de consolas

O fim do ano trouxe de novo ao palco um aceso duelo entre Xbox e PlayStation. Ambas avançaram em novembro para uma nova geração das suas consolas, o que significa um avanço de gigante em termos de tecnologia, mas também deixa clara toda uma nova aposta destas fabricantes num suporte cada vez mais forte ao nível dos conteúdos. O ano termina com este duelo mas fez-se de muitos outros lançamentos nesta área que, sem dúvida, o marcam.

Fonte: Sabadão