Teresina registra uma diminuição de 72,5% dos óbitos maternos

Dados indicam que a capital passou de 13 óbitos maternos em 2012.

Em dois anos, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) registrou a redução da mortalidade materna em 72,5%. A queda do número de óbitos desse grupo é um reflexo de uma série de ações que acontecem na atenção básica de saúde em Teresina. Dados indicam que a capital passou de 13 óbitos maternos em 2012 para 3 em 2014.

“Garantimos a realização de todas as consultas e exames do pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Implantamos também a Ficha de Acolhimento e Classificação de Risco, um protocolo utilizado para acolher as gestantes e classificar os riscos na gestação, na intenção de evitar aborto, complicações na gestação e no parto, bem como a mortalidade neonatal”, explica o diretor de ações assistenciais da FMS, Francisco Pádua.

Para ele, a FMS busca um melhor atendimento à gestante com a implantação da vacina contra a coqueluche para elas e o teste rápido de gravidez, que estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde. Em 10 minutos a mulher sabe se está ou não grávida e em caso positivo é encaminhada imediatamente para o início do pré-natal, iniciando os cuidados necessários logo no início da gestação.

As equipes do Programa Saúde da Família também têm papel importante na redução da mortalidade materna, com o acompanhamento constante das gestantes durante a gravidez e no pós-parto. Quando a parturiente tem alta, a primeira consulta do bebê já fica agendada na Unidade Básica de Saúde mais próxima da casa da mãe. “Nossas gestante são cercadas de toda atenção para evitar qualquer complicação que possa comprometer sua vida ou do bebê”, destaca Francisco Pádua.

As parcerias da FMS com as maternidades também visam um acolhimento completo, com a indicação prévia do local do parto, o que garante tranquilidade à família da gestante. Caso seja comprovada alguma situação de risco, a paciente é referenciada para o ambulatório de alto risco da Maternidade Dona Evangelina Rosa, que fará o acompanhamento. À medida que as pacientes passam de alto risco para leve são contra referenciadas para o acompanhamento das equipes de saúde da família novamente.

Fonte: Assessoria