THE: Experiência com Vigilância em Saúde será destaque em Brasília

Será uma reunião técnica para revisão e validação de Protocolo.

O neurologista Marcelo Adriano Cunha, da Fundação Municipal de Saúde (FMS), participa no próximo dia 29 de outubro de uma reunião técnica para revisão e validação do Protocolo de Vigilância dos casos de Manifestações Neurológicas associadas ao Zika vírus, em Brasília-DF. O médico vai falar sobre sua experiência com os casos acompanhados em Teresina.  

Durante este ano, foi constatado em todo um país um aumento no número de casos de doenças neurológicas - como Encefalites e síndrome de Guillain-Barré - mesmo período em que houve um aumento nos números de dengue e também os primeiros casos de doenças como Chikungunya e Zika. Por esta coincidência, as equipes de vigilância tentam comprovar a relação entre os problemas. 

“Como é um padrão que tem ocorrido em diversos estados, esta reunião tem como objetivo permitir uma troca de experiências no manejo das doenças e traçar uma linha de ação uniforme para todos os estados”, explica Marcelo Adriano Cunha.

A FMS tem uma série histórica desde 2013 que monitora a ocorrência de Encefalites, Mielite Transversa e Síndrome de Guillan-Barré em Teresina. O monitoramento destes casos é feito a partir da busca ativa realizada periodicamente em hospitais públicos e privados da capital, registrando-se todos os casos de doenças de notificação compulsória, como a Dengue.

No primeiro semestre de 2015, foi observado um aumento de 90% nos casos de síndrome de Guillain-Barré no Piauí em comparação ao mesmo período de 2014 (22 casos no ano anterior contra 38 este ano). Já as encefalites apresentaram um aumento de 166% em relação ao ano passado, com 67 casos no primeiro semestre de 2015 e 27 no mesmo espaço de tempo de 2014. Todos estes casos foram tratados em Teresina devido à sua excelência em serviços hospitalares, mas cerca de 70% dos pacientes foram oriundos do interior ou até de outros estados.

A Síndrome Guillain-Barré ocorre geralmente em pacientes que apresentaram infecções agudas anteriormente, e provoca paralisia progressiva, iniciando pelos membros inferiores e podendo chegar ao pulmão. Seu tratamento exige internação e pode durar longos períodos.

Fonte: Assessoria