População de Vila vive com medo por causa de violência

População de Vila vive com medo por causa de violência

Pequenas coisas são suficientes para que os desocupados pratiquem assaltos.

Mesmo com o esforço do poder público em tentar melhorar a segurança pública nos bairros de Teresina, em alguns locais, as pessoas sentem falta de mais segurança.

Às vezes, pequenas coisas são suficientes para que os desocupados pratiquem assaltos, arrombamentos e usem drogas à noite ou em plena luz do dia. É o que está acontecendo na Vila Carlos Feitosa, nas imediações da Rua Nove.

Em frente às casas, existe um terreno, onde deverá ser construído o Projeto Lagoas do Norte, mas que no momento, segundo os moradores do entorno, está servindo de esconderijo para os marginais usarem drogas durante a noite e praticarem assaltos aos transeuntes.

A moradora Michelane Ramalho, residente na Rua 9, diz que já aconteceram casos de assaltantes que nem se utilizaram de armas, mas apenas da força física, para assaltar uma jovem, por volta das 19h.

“O ladrão a segurou pelo braço e tomou o celular dela, sem nenhuma arma. E ela não denunciou, porque a maioria das pessoas não acredita na polícia, porque quando a gente chama é uma demora para ela chegar, como também muita gente tem medo de denunciar, pelo fato de muitos dos ladrões serem daqui, mesmo, da vila. As pessoas têm medo de retaliação”, comenta a dona de casa.

Ela acrescenta que os arrombamentos aos estabelecimentos comerciais e às residências são constantes. A moradora cita o exemplo de uma comerciante que teve que acabar com o comércio e alugar o imóvel, pelo fato de ter sido assaltada por diversas vezes.

“O mato contribui para que os marginais tenham onde se esconder. Ninguém sabe o que eles podem esconder, dentro desse matagal, sem contar o medo que as pessoas têm de passar pela lateral do mato, que é a avenida principal, e serem assaltadas”, reforça Michelane.

A também dona de casa Maria José de Sousa diz ter conhecimento do Projeto Lagoas do Norte, mas entende que o ideal seria que na Prefeitura fizesse ao menos o roço do mato, para coibir a ação dos desocupados. Ela lembra que a prefeitura deu início à limpeza da área citada, em frente a Rua Nove, mas não concluiu.

“Eles só fizeram começar a limpeza, no mês passado, mas pararam e o que limparam já está do mesmo jeito. Ou seja, o mato já cresceu”, observa. As moradoras dizem que a limpeza do matagal só é feita quando algum líder comunitário faz um requerimento à Superintendência de Desenvolvimento Norte (SDU/Norte).

“Toda vez que é preciso limpar ou roçar o mato, o meu marido, que é ex-presidente da associação de moradores da vila, faz um ofício e ou requerimento”, diz Michelane Ramalho. Ela diz ainda que tem filhos pequenos e se sente incomodada com a sujeira do terreno e teme pela saúde das crianças.

As pessoas sabem que o projeto será executado, mas querem apenas que seja feita a limpeza, para evitar maiores problemas, não só em relação aos desocupados que se utilizam do terreno, mas para prevenir a proliferação de mosquitos e insetos, e consequentemente, doenças para a comunidade.

“Enquanto o projeto não chega até esse terreno, a gente gostaria que fosse feita a limpeza, ou pelo menos o roço”, enfatiza a dona de casa.

Moradores temem cheia de lagoa durante período chuvoso

Outro temor dos moradores da Rua Nove é de que as casas sejam mais uma vez alagadas, a exemplo de anos anteriores. O terreno vira uma lagoa, durante o inverno e chega a alagar as residências que ficam no seu entorno.

Eles lembram que há alguns anos atrás, até o asfalto da avenida cedeu, devido ao grande volume de água das chuvas.

“O projeto Lagoas do Norte é muito bom, mas sabemos que não vai dar tempo de chegar até esse terreno, antes do próximo inverno e nossa casas sejam alagadas, como já foram, por vários invernos anteriores”, lamenta a dona de casa Maria José de Sousa.

Ela lembra que as últimas chuvas ocorridas em Teresina, as águas cobriram boa parte do calçamento da Rua Nove. "Por isso já estamos apreensivos. Porque se o inverno for bom, com certeza nossas casas serão invadidas pelas águas, mais uma vez, e será mais sofrimento para todos nós”, reitera.

Fonte: Lindalva Miranda