Violência deixa moradores de Timon inseguros

Violência deixa moradores de Timon inseguros

Andar pelas ruas de Timon tem se tornado cada vez mais perigoso.

Foi-se o tempo em que ficar na porta de casa era sinônimo de tranqulidade. Esse hábito, bastante comum em muitos lugares, já não é mais tão visto em Timon. A cidade em que hoje habitam mais de 16.500 pessoas, ganha porte de cidade grande e na mesma proporção em que cresce vê aumentar também os índices de violência.

Hoje, andar pelas ruas de Timon à noite ou ficar na porta de casa são sinônimos de perigo. Segundo Edilson Andrade, agente comunitário de saúde e que vive há mais de 50 anos em Timon, a violência aumentou significativamente, sendo ele e sua família alvo de assaltantes mais de uma vez.

“Eu já fui assaltado duas vezes. Na primeira vez era um grupo grande, de oito rapazes. Eu vinha da reunião do colégio da minha neta. Outra estava com minha esposa”, relata. Segundo o profissional, o problema para o aumento da violência está no poder público.

“O Maranhão todo está violento porque a polícia prende, mas a Justiça solta. Aqui não houve nada de extraordinário em mudança. Aumentou muito foi a violência. Em 1989 raramente se via assaltantes. Hoje a gente não pode andar nas ruas porque o risco é alto”.

Segundo o comandante do 11º Batalhão da Polícia Militar do Maranhão, Major Juarez Medeiros, além da Rua Cem, no bairro Bela Vista, bastante conhecido pelos índices de violência, há mais dois bairros que são bastante perigosos. São eles: Parque Alvorada e Cidade Nova.

“São alguns locais que vão merecer melhor atenção da polícia”, garante. Nayra Noadia é moradora da Rua Cem, onde vive desde que nasceu, e garante que talvez esse seja o motivo para que nunca tenha sido alvo dos bandidos.

“Aqui a gente conhece muita gente. Os daqui não mexem com a gente. Mas tem muita gente que mora nos outros bairros e tem medo de vir para cá”, conta. Edilson Andrade completa: Tem rua aqui, próximo da Rua Cem, que a polícia não entra. Para você ver como está a situação”, lamenta.

2012 já registrou seis homicídios

O ano de 2012 já começou bastante violento em Timon. Segundo dados da Delegacia de Homicídios da cidade, já foram registradas seis mortes, nos dois primeiros meses do ano; um índice de uma morte a cada semana.

Em 2011, por sua vez, foram registrados 45 homicídios, número maior que o registrado em 2010, que totalizou 30 mortes. De acordo com o delegado da Delegacia de Homicídios, Ricardo Freire, 80% dessas mortes foram provocadas por questão de envolvimento com o tráfico de drogas. “(As mortes) Têm uma relação direta com o tráfico, com certeza. Geralmente por dívidas, acerto de contas. Eles resolvem as contas desta forma”, afirma o delegado.

Quanto aos números já apresentados este ano, o delegado mostra preocupação. “Hoje nós já estamos em 2012 com seis homicídios. É um número que já se mostra elevado, se levar em consideração que temos um homicídio a cada semana. Acredito que é um número alto. As estatísticas para início de ano são bem relevantes e a gente fica muito apreensivo com isso”, diz.


Violência deixa moradores de Timon inseguros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Polícia Militar garante reforço policial durante este ano

O alto número de homicídios, o tráfico de drogas e roubo de motos são questões que mais têm preocupado a Polícia Militar do Maranhão. O Estado se configura como um dos que possui menor efetivo policial e em Timon não seria diferente.

Segundo o novo comandante do 11º Batalhão, Major Juarez Medeiros, são apenas 242 militares para atender os municípios de Timon, Parnarama e Matões Desde que assumiu o comando da PM, no início deste ano, todo o trabalho está sendo voltado para reduzir esses índices que, segundo ele, são muito altos.

Tanto que a sua primeira medida foi solicitar uma reunião com todos os órgãos de segurança para tratar do assunto.

O ofício foi enviado ao Ministério Público do Maranhão e a reunião deve acontecer ainda este mês. Para o Major Medeiros, muito deve ser feito em 2012 no intuito de melhorar o policiamento e a segurança local.

Além dos investimentos, que são fundamentais, o comandante garante que blitz e abordagens estão sendo intensificadas.

“Estamos intensificando a realização de blitz e abordagens em bares, locais de festas, em bairros mais afastados e que tenham o histórico de violência. Conseguimos efetuar a prisão de algumas pessoas que eram responsáveis por esses roubos de moto, isso só agora em janeiro. Mas ainda iremos fazer investimento no serviço de inteligência. Este será um passo muito importante. Estamos fazendo melhorias no Grupamento de Operações Especiais (GOE) e faremos curso de Força Tática para termos mais policiais treinados. Precisamos ainda de aquisição de motocicletas. Mas a qualificação desses profissionais gera uma melhor eficiência e é a resposta que a população espera”, completa.

Fonte: Virgínia Santos