YouTube bloqueia vídeo que mostrava sósia do nazista Adolf Hitler fazendo sexo

A polêmica campanha da ONG Regenbogen já tinha sido criticada pela Associação

O YouTube bloqueou o vídeo de uma campanha publicitária de prevenção à Aids que mostra um homem caracterizado como o ditador nazista Adolf Hitler fazendo sexo.

"O vídeo foi retirado por atentar contra o regulamento" do site, informou o Youtube pelo Facebook.

A polêmica campanha da ONG Regenbogen já tinha sido criticada pela Associação Alemã de Ajuda contra a Aids (DAH), por supostamente insultar todas as vítimas do nazismo, estigmatizar as vítimas e prejudicar o combate à Aids.

A iniciativa da Regenbogen, que utiliza fotomontagens dos ditadores Adolf Hitler, Josef Stálin e Saddam Hussein, busca alertar a população para os riscos da doença.

Dentro de sua estratégia para promover a campanha, a ONG distribuiu uma série de cartazes em que os ditadores aparecem fazendo sexo e também produziu o polêmico vídeo com o dublê de Hitler.

"No mundo, morreram mais de 28 milhões de pessoas. E a cada dia surgem 5.000 novas vítimas. Com isso, A aids é um dos maiores assassinos de massas que já existiram até hoje", disse a Regenbogen em defesa de sua ação.

O objetivo, segundo a agência que produziu o anúncio, era "sacudir" o público antes da Jornada Mundial contra a Aids, marcada para 1º de dezembro e chamar a atenção contra o sexo sem proteção.

O clipe de 30 segundos mostra um casal tendo relações sexuais em um quarto à meia luz, imitando o estilo de um filme pornô light.

No último plano, revela-se que o homem tem os traços de Adolf Hitler. Ele olha fixamente para a câmera, e aparece a mensagem: "A Aids é uma assassina em massa. Proteja-se".

"Nos questionamos que rosto poderíamos dar ao vírus, e certamente ele não podia ser bonito", justificou Dirl Silz, diretor de criação da campanha.

"A campanha foi planejada para sacudir as pessoas, para colocar o tema Aids e, primeiro plano e para inverter a tendência de ter relações sexuais sem proteção", explicou a agência.



Fonte: g1, www.g1.com.br