Zoobotânico é destaque em reprodução de animais em cativeiro

Os animais como jibóia, macaco-prego, jaguatirica, arara-canindé, jabuti são os mais comuns de se reproduzir em cativeiro.

Com o número de animais em extinção aumentando e seu habitat natural sendo destruído, o Parque Zoobotânico de Teresina registrou o aumento no número de reprodução de espécies em cativeiro. Em 2014, a direção do Parque confirma que nasceram no local mais de 120 animais, dentre eles jibóias, macaco-prego, jaguatirica e jabuti. Já este ano, foi registrado o nascimento de filhotes de jibóia e macaco-prego.

Técnicos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar) que atuam no Parque Zoobotânico destacam que já foi registrado o nascimento de espécies raras como Arara-Canindé, conhecida como Arara-de-barriga-amarela. A reprodução em cativeiro desta espécie é considerada uma raridade, levando-se em conta as condições de estresse, barulho e movimentação existente nos parques.

Os animais como jibóia, macaco-prego, jaguatirica, arara-canindé, jabuti são os mais comuns de se reproduzir em cativeiro. Biólogos e veterinários cuidam dos animais e acompanham para que seja possível realizar o nascimento neste ambiente. Os cuidados corretos são importantes para reprodução do animal e o manejo nutricional é fundamental para o nascimento das espécies.  “Os zoológicos que queiram esses animais, através do processo legal, a gente destina”, afirma José Renato Uchôa, coordenador do Parque.

“Temos caso de reprodução de jaguatirica, animal que está ameaçado de extinção. É uma grande conquista para nós do Parque, pois trata-se de um animal de difícil reprodução em cativeiro e já conseguimos realizar isso aqui há algum tempo. É uma vantagem em relação aos demais parques”, ressalta a bióloga Liamara Lopes.

Segundo a bióloga, a reprodução de animais em cativeiro não é o objetivo maior do Zoobotânico, mas é recebido como um prêmio para todos. Após a reprodução, é feito um trabalho de introdução de alguns animais na mata. Os outros animais são destinados, através do processo legal, aos zoológicos que tenham interesse em recebê-los.


Fonte: Da CCOM, com informações de SEMAR