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Maternidade volta atrás e não retira ginecologista acusado de abuso

A maternidade enviou uma nota falando sobre o caso.

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Menos de 24 horas depois de dizer que tinha afastado um ginecologista denunciado por pacientes por  supostos abusos sexuais, a Clínica e Maternidade Santa Fé voltou  atrás e divulgou, no sábado, nova nota garantindo que não houve nenhuma denúncia ou reclamação contra o médico e que o ginecologista continuará com suas atividades normais.

Leia a nota:

"A Clínica e Maternidade Santa Fé esclarece que nunca obteve qualquer denúncia ou reclamação do médico, profissional de reputação ilibada em quase 30 anos que participa do Corpo Clínico da maternidade, sendo atualmente um dos profissionais mais requisitados pelas pacientes. O médico continuará com suas atividades normais na maternidade", afirmou, em sua  nota de esclarecimento, a Maternidade e Clínica Santa Fé.

ENTENDA O CASO

A Delegada da Mulher, Vilma Alves, afirmou que está investigando uma série de denúncias feitas por mulheres de supostos abusos sexuais praticados por um ginecologista. Ela disse que não pode citar o nome do profissional acusado, porque precisa de uma averiguação, precisa ouvi-lo e saber de detalhes técnicos, sobre se realmente as mulheres foram abusadas sexualmente ou se os “toques” faziam parte dos procedimentos médicos.

“São várias denúncias, mas temos que checar. Não podemos citar nome, não por medo, porque não tenho medo. Também não tenho dúvidas em relação as denúncias das mulheres de que houve abuso sexual, apenas temos que ter a cautela para que a polícia não possa ser processada de forma desnecessária. Por isso, temos que saber mais sobre alguns procedimentos médicos que são feitos durante exames ginecológicos, porque uma coisa é o toque, a outra é apalpar. Temos que ver os critérios, as posições, pois as mulheres que denunciaram falaram em abuso”, declarou a delegada.

“A denuncia contra ginecologista fala em abuso e não apenas em toque. Como mulher, sei que uma coisa é um toque profissional, outra coisa é apalpar sexualmente”, concluiu.

Delegada Vilma Alves (Crédito: Reprodução)
Delegada Vilma Alves (Crédito: Reprodução)



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