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Coronavírus vive até 7 dias em temperatura ambiente, mostra estudo

Isso pode ajudar a determinar o nível de contaminação indireta, ou seja, por meio do contato com objetos infectados.

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Cientistas da Universidade de Hong Kong descobriram que o novo coronavírus tem uma alta sobrevida, de até 14 dias, quando submetido a baixas temperaturas, mas não consegue sobreviver se a coisa esquentar muito. Eles também concluíram em qual superfície o SARS-CoV-2, nome oficial do vírus, se mantém ativo por mais tempo. Se você está preocupado, é melhor desinfetar já máscaras cirúrgicas e utensílios de aço inoxidável. As informações são do UOL.

Como o coronavírus, causador da doença covid-19, está se espalhando de forma rápida, os pesquisadores chineses quiseram mensurar qual o grau de estabilidade do vírus em diferentes condições. Isso pode ajudar a determinar o nível de contaminação indireta, ou seja, por meio do contato com objetos infectados.

Primeiro, os pesquisadores da faculdade de Medicina da Escola de Saúde Pública da universidade testaram como o vírus se comporta em diferentes temperaturas. Descobriram que quanto mais quente fica o ambiente em que o vírus está, menores são suas chances de continuar ativo.

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Submetido a 4ºC, o coronavírus ainda era detectado após um período de 14 dias. À temperatura ambiente, de 22ºC, a quantidade de vírus caiu, mas ainda assim era possível encontrá-lo após sete dias. Em um lugar a 37ºC, conseguiu perdurar por apenas um dia. Já à 56ºC, não passou de 30 minutos, enquanto à 70ºC, padeceu em 5 minutos.

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Os chineses também testaram o tipo de superfície mais propício para o vírus. Em lenços de papel ou em papel para impressão, ele permanece facilmente por 30 minutos, mas já não é encontrado após 3 horas.

O SARS-CoV-2 não sobrevive em roupas por dois dias. Em utensílios de aço inoxidável, o coronavírus consegue se manter ativo por quatro dias, mas dificilmente chega a sete dias. Já máscaras cirúrgicas são abrigo para os vírus por ao menos sete dias.

A resistência do coronavírus também foi posta à prova depois de entrar em contato com água e sabão, etanol 70%, alvejante, os antissépticos iodopovidona, cloroxilenol e gluconato de clorexidina, e o desinfetante Cloreto de benzalcônio. Após cinco minutos de exposição, apenas o vírus submetido à água e sabão podia ser detectado. Sua sobrevida, no entanto, não chegou a 15 minutos.

É bom notar que o objetivo dos cientistas não era encontrar explicações para o grau de atividade do vírus nessas diferentes situações, apenas constatar como ele se comportava. Para detectar a presença do SARS-CoV-2, os pesquisadores usaram o teste PCR real time, o mesmo que laboratórios brasileiros estão empregando para identificar se um doente está ou não com covid-19.


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