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"Não é suficiente, tem que criar uma renda", diz Randolfe Rodrigues

Em entrevista ao Jogo Aberto MN, Radolfe Rodrigues criticou o presidente e apontou a necessidade de uma renda mínima no pós-pandemia e não apenas o auxílio

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A edição do Jogo Aberto MN deste sábado, 13 de junho, recebeu o senador Randolfe Rodrigues (Rede). O líder oposicionista foi entrevistado pelos jornalistas Amadeu Campos, Cinthia Lages, Ranyele Veloso e Arimatea Carvalho sobre o tema: “Quais as saídas para a crise?”. Na ocasião, o parlamentar destacou a necessidade da construção de um frente em defesa à democracia, além da importância da criação de uma renda mínima para atender os mais de 20 milhões que devem ficar sem emprego por conta da pandemia da Covid-19.

Fora tal indicativo, ao ser questionado por Amadeu Campos sobre as declarações de Jair Bolsonaro que flertam com o autoritarismo, o líder oposicionista reverberou o  presidente cria uma série de polêmicas para desviar o foco do seu fracasso na condução  do enfrentamento à pandemia.

“É absurdo estarmos debatendo no ano de 2020, 30 anos após a promulgação do texto constitucional de 1989 sobre o artigo 142, isso por si seria um suicídio o legislador de 88 colocar na constituição um dispositivo que ofendesse o parágrafo que diz que todo o poder emana do povo. É um absurdo termos um presidente da República que dá azo a isso, a uma compreensão que não tem cabimento, que nenhum jurista do mundo democrático sustenta, só na cabeça dos lunáticos”, sinalizou.


Randolfe Rodrigues criticou a instabilidade provocada pelo líder do Planalto e a falta de diálogo e compromisso com a sociedade, o parlamentar sintetizou a responsabilidade de Bolsonaro pelas mortes decorrentes da pandemia.

“É porque é um falso debate, foi colocado porque Jair Bolsonaro faz um negócio absurdo ao publicar uma nota após um encontro pacífico. O presidente emite uma nota que cria um ambiente de  instabilidade, ele cria porque o problema central ele não consegue atender no Brasil, hoje há mais de 41 mil que perderam a vida por irresponsabilidade de Jair Bolsonaro, foi ele e os seguidores deles que disseram que nos caixões não haviam corpo, foi ele que disse quando tinham 6 mil mortes e ‘daí não sou Messias’, como não vai ter como responder pela crise econômica que virá e deve deixar 20 milhões de desempregados”, frisou.

O representante da Rede sinalizou que o presidente vem sendo um ‘aliado’ do vírus ao negar a sua gravidade, referindo-se no início da pandemia como uma ‘gripezinha’.  “É uma situação escandalosa, nenhum Governo enfrentou essa pandemia tão ruim como o Brasil, o Bolsonaro é o aliado número 1 do vírus, só quatro países negaram a gravidade no mundo: Turcomequistão, Bielorus, Nicaraguá e Brasil, mas nenhum destes além do Brasil tem uma das maiores populações do mundo, a responsabilidade mundial que o Brasil tem; o agravamento da pandemia aqui vai nos isolar o mundo, inclusive prejudicar nossa pauta de exportação, incitando os seus seguidores a fazer o absurdo, eu nunca vi  um governante tão sem empatia como Bolsonaro, ao lado dele estará Hitler, Stalín e outros”, disse.

Grupos paramilitares

Informado por Raniely Veloso sobre a tentativa  de invasão no Congresso Nacional pelo grupo dos 300, Randolfe Rodrigues frisou que os seus integrantes deveriam estar presos, por  atentarem contra o patrimônio público, articularem contra personalidades e promoverem uma série de atentados à democracia.

“Essa turma dos 300 tinha que estar na cadeia, eles cometem uma sequência de crimes todos os dias, o Código Penal ofendem de cabo a rabo, atentam ao Estado democrático de direito, não cabe a existência de grupo paramilitares, qualquer um deles, inclusive essa Sara alguma coisa sabe muito bem o que  está fazendo e está acobertada pela quadrilha do Palácio do Planalto. Eles articulam atentados, atentam contra o patrimônio público, então não tem cabimento isto”, comentou.

Randolfe  demonstrou grande preocupação com a crise social que se avizinha no país. “Não é suficiente, o que tínhamos que fazer era o que o mundo todo ia fazer, criar uma renda mínima; o Governo ele trata como se fossem números, é uma ausência total de empatia, e esse é o maior crime do Governo; o pós pandemia todo mundo vai enfrentar uma retração, no Brasil a previsão é de uma queda acima de 7%. Tinha que aprovar um programa de renda mínima, vamos ter uma situação dramática pós-pandemia do coronavírus”, afirmou.

Ele indicou que a oposição sugeriu uma trégua no início da pandemia, reafirmando, porém, que o presidente não consegue ficar sem promover brigas.

“O presidente fez uma briga desnecessária com os governadores, sabota o isolamento e substitui seu ministro da saúde três vezes; nós não queríamos numa crise dessa ter protocolado um impeachment do presidente  da República, hoje estou  convencido que após a pós para a recuperação vai ser difícil, toda quinta na live dele cria uma confusão, ele nos esgota, esgota à exaustão, quando não é pede os seguidores invadirem UTIs, todo santo dia, ele não dá um dia de sossego pros brasileiros, somos nós da oposição que queríamos paz, uma trégua”, apontou.

Redução de salários

No que se refere à sugestão do presidente  para manter ou até elevar o valor do auxílio emergencial, que se daria com a redução do salário dos parlamentares, Randolfe sinalizou que já renunciou  a sua verba indenizatória e Jair Bolsonaro deveria cobrar tão postura de seus aliados, e inclusive dar o exemplo, com a suspensão do cartão corporativo.

“O presidente poderia começar pedindo isso pros deputados dele, porque eu líder de oposição renunciei dois meses de verba indenizatória, poderia pedir a bancada do Roberto Jefferson, é de uma demagogia atroz, ele não dá exemplo. Até a bravata não tem coerência com realidade, pra cima de mim esse exemplo não cola, eu renunciei auxílio moradia, auxílio mudança, renunciei receber uma junta de benefícios, renunciei à aposentadoria, quero que o Jair Bolsonaro na trajetória dele como deputado federal, qual desses privilégios que ele teve, ele renunciou, se tiver um, entrego minha ‘mão à palmatória’ para ele”, disse.

Apesar da responsabilidade da União, o líder oposicionista fez  uma crítica a governadores também, que segundo ele, deveriam ter adotado o lockdown ainda no início da pandemia, e agora falham novamente. “Acho que alguns Governos que estão adotando medidas de reabertura agora estão errados, vai custar vidas”, afirmou.

Aliança nas eleições

Randolfe defendeu uma aliança ampla dos partidos políticos, seja de esquerda, direita, centro, para derrotar Jair Bolsonaro.

“Fazer oposição à Jair Bolsonaro não é uma tarefa da esquerda, é uma tarefa civilizatória, temos que ter um pacto muito mais amplo, neste momento que estou  concedendo entrevista está acontecendo um debate que saudo com ministra Carmen  Lúcia, general Santos  Cruz, Marina Silva, Luciano Huck, Alessandro Molon, então o que vou me dedicar a construir um pacto para estarmos juntos com a barbárie com quem quer que seja, eu acho que é isso, é um momento que não cabe vaidades”, sintetizou.

O senador da Rede ainda complementou.  “O exemplo que eu miro, não estou olhando exemplos de eleições passadas, estão vendo o exemplo de Chile do Pinochet, quero algo do tipo da Frente Ampla que se construiu no Uruguai contra a ditadura, se for necessário isso já no segundo turno, que se assim façamos”.


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