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Piauí em alerta para o Coronavírus

Após decretada emergência de saúde internacional para o vírus, autoridades da Saúde do Piauí definiram um conjunto de ações para evitar que a doença se prolifere no estado

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Diante da emergência de saúde internacional decretada em razão do Coronavírus, o Piauí já adotou algumas medidas para o caso de notificações da doença no estado. Profissionais da Atenção Básica e dos hospitais regionais são capacitados para o diagnóstico rápido da doença. Em caráter de emergência, foi autorizada a compra de equipamentos e de medicamentos com dispensa de licitação. Na quarta-feira (29) foi realizado um levantamento para adquirir mais de 30 mil  máscaras N95, aventais e caixas de luva. 

CRÉDITO: José Alves Filho

Também foi instalada uma equipe de monitoramento, que se reunirá mensalmente para analisar o estado da doença e ficou definido que os casos suspeitos serão encaminhados para o Hospital de Doenças Tropicais Natan Portela, que vai ter uma área específica de isolamento.

De acordo com o secretário de Saúde do Estado, Florentino Neto, a Sesapi vai focar, no primeiro momento, na capacitação das equipes de saúde de todo o estado para o diagnóstico de insuficiências respiratórias e no manejo dos pacientes que possam apresentar sintomas da doença.

“O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde estabeleceram uma situação de alerta, e nós aqui do Piauí fizemos um grupo de trabalho, de onde tiramos encaminhamentos, que a gente possa ter uma ação de prevenção e sendo detectado casos, tenhamos como atuar prontamente”, afirmou o gestor.

Amparo Salmito, gerente de Epidemiologia da Fundação Municipal de Saúde (FMS) explica que Teresina também está preparada caso o vírus chegue à capital. 

"Se o vírus chegar por via aérea ou terrestre, os órgãos de saúde já estão envolvidos para acionar a Vigilância Epidemiológica da Fundação Municipal de Saúde e comunicar à Vigilância da Secretaria de Saúde do Estado. Logo que entra [o vírus], somos obrigados, imediatamente, a comunicar para o Ministério da Saúde, que comunica para a Organização Panamericana de Saúde”, explicou a médica, em entrevista à Rede Meio Norte. 

Período do Carnaval gera preocupação

Para a coordenadora de Epidemiologia da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), Amélia Costa, afirma que os principais cuidados que o Brasil deve ter nesse momento é em relação ao período do Carnaval, já que o país receberá turistas vindos de vários locais do mundo. “Nós estamos vigilantes em todas as regiões, mas principalmente naquelas em que o fluxo de turistas, durante o período do Carnaval se intensifica, para que nossas equipes estejam prontas para qualquer atendimento, já que está quase que 100% confirmado, que a transmissão da doença é dada de pessoa para pessoa”, afirmou a especialista.


Segundo o diretor do Departamento de Imunização de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Julio Croda, não há previsão de qualquer restrição à entrada de chineses no Brasil. Mesmo com a crescente epidemia de coronavírus - que se alastrou pela China - o governo brasileiro não fechará as portas para os chineses. A título de precaução, o Ministério da Saúde tem recomendado que as pessoas evitem viajar para aquele país e que empresários evitem receber pessoas vindas da China para reuniões presenciais.

Um caso é tratado como suspeito se a pessoa esteve na China nos últimos 14 dias e apresentou tosse e febre ao retornar. Neste caso, o paciente é colocado em isolamento e são realizados testes para checar, primeiro, se o que essa pessoa tem é influenza ou outra gripe. Caso os exames não acusem essa possibilidade, é feito o teste para coronavírus.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) também afirmou que não há necessidade de medidas para evitar viagens ou comércio internacional com a China. Além disso, apresentou um conjunto de recomendações, como apoio a países com sistemas de saúde mais precários, combate a rumores e desinformação, desenvolvimento de recursos para identificar, isolar e cuidar dos casos, além do compartilhamento de dados e conhecimento sobre o vírus. (ABr)

Não é preciso pânico, mas exige cuidados, dizem especialistas

José Noronha, médico, especialista em infectologia e medicina intensiva e diretor-geral do Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela, explica o histórico do coronavírus e destaca o que esse vírus representa para a saúde da população.

 

“O nome ‘coronavírus’ vem de coroa, é como se ele tivesse pequenas cristas ao redor da cápsula desse vírus e elas tenham um tropismo maior para as células do nosso pulmão. Nós vimos casos semelhantes antes, na epidemia de SARS em 2003, na epidemia de MERS no Mediterrâneo em 2012 e agora nós temos esse novo tipo de coronavírus em 2020”, explicou.

A SARS afetou milhares de pessoas em todo o mundo, e matou quase 800 e a MERS causou a morte de 858 dos 2.494 pacientes identificados com a infecção desde 2012.

Noronha fala das instruções cabíveis para as organizações de saúde para prevenir a população ”Nós estamos estudando as recomendações da OMS e do Ministério da Saúde para definir as melhores estratégias. Para a população, o que podemos recomendar é que todos tenham atenção na higienização das mãos”, falou.

Boa parte desses vírus são transmitidos quando um indivíduo leva o mão ao rosto, boca ou nariz e depois toca em outras pessoas. “Caso a pessoa tenha viagem para China ou algum país envolvido e tenha sintomas gripais, é preciso que imediatamente  essa pessoa não se exponha a grandes aglomerados populacionais e entre em  contato com o serviço de saúde comunicando vínculo epidemiológico”, disse.

Os principais sintomas, caso esteja dentro de vínculo epidemiológico ou tenha tido contato com algum caso suspeito ou região com caso confirmado, são: dificuldade de respirar, coriza, tosse, dor de garganta e febre e fraqueza. “Se caso algum sintoma seja compatível, vamos definir pela história epidemiológica e o quadro clínico  dos pacientes”, ressalta o médico.

Amparo Salmito, gerente de Epidemiologia da Fundação Municipal de Saúde (FMS) reforça que não é preciso pânico, mas é preciso tomar cuidados com higiene para evitar a proliferação da doença. 

“É importante a higienização, evitar compartilhar talheres, usar álcool gel, evitar ambientes fechados, ter hábitos saudáveis, ter uma boa hidratação para que a gente possa enfrentar a doença”, informou. (A.S.)

Vírus é conhecido desde a década de 1960

Os coronavírus são conhecidos desde meados dos anos 1960 e já estiveram associados a outros episódios de alerta internacional nos últimos anos. Em 2002, uma variante gerou um surto de síndrome respiratória aguda grave (Sars) que também teve início na China e atingiu mais de 8 mil pessoas. Em 2012, um novo coronavírus causou uma síndrome respiratória no Oriente Médio que foi chamada de Mers.

A atual transmissão foi identificada em 7 de janeiro. O escritório da OMS na China buscava respostas para casos de uma pneumonia de etiologia até então desconhecida que afetava moradores na cidade de Wuhan. No dia 11 de janeiro foi apontado um mercado de frutos do mar como o local de origem da transmissão. O espaço foi fechado pelo governo chinês.

Emergência global

Uma emergência de saúde pública de interesse internacional (PHEIC, na sigla em inglês) é uma declaração formal da Organização Mundial da Saúde (OMS) de “um evento extraordinário que pode constituir um risco de saúde pública a outros países por meio da disseminação, e que requer uma resposta internacional coordenada”.

Crédito: EPA

Segundo o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), do qual o Brasil é signatário, os países que fazem parte do grupo devem atender prontamente às recomendações e práticas publicadas pelo documento de emergência, e os governos e autoridades responsáveis devem organizar e colocar em prática planos de ação para conter a ameaça sanitária. De acordo com o RSI, as declarações são temporárias e devem ser reavaliadas a cada três meses.

De acordo com o diretor-geral da OMS, o coronavírus (2019-nCoV) atende aos critérios da declaração de emergência.

Essa é a sexta vez em que o recurso é usado. A declaração de emergência havia sido emitida no surto de síndrome respiratória aguda grave (Sars), em 2002/2003; na pandemia de 2009 de H1N1 (também chamada de febre suína); na declaração de emergência de poliomielite, em 2014; na epidemia de ebola na África Ocidental, também em 2014; no surto de microcefalia em decorrência vírus Zika, cujo principal foco de infestação foi o Brasil, em 2015/2016, e na epidemia de ebola em Kivu, no Congo, em 2019.

Das vezes em que foi instituída, apenas a declaração de emergência sobre a epidemia de Kivu continua ativa. (ABr)


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