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É matematicamente seguro sair para jantar fora durante a pandemia?

Teste comprova se sim ou não, confira.

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Muitas vezes no Brasil, e também no resto do mundo, a expressão "jantar fora" é tomada no seu sentido literal e as pessoas não desejam ficar dentro de um restaurante, mas sim nas calçadas. Respirando o ar fresco, curtindo a brisa e, por que não, se exibindo para os transeuntes. As informações são do Mega Curioso.

Com a pandemia de covid-19 assolando o planeta, esse hábito tem se tornado impraticável pelos riscos de disseminação do vírus. No entanto, há uma demanda reprimida (e a reabertura dos shoppings provou isso) em sair de casa para comer fora, mas fora mesmo, do lado de fora.

Como no Brasil as praças de alimentação ainda se encontram fechadas, iremos acompanhar um estudo feito pela centenária revista norte-americana Popular Mechanics sobre quão seguro pode ser realizar esse sonho de jantar ao livre, seja em calçadas, ruas fechadas ou pátios, durante a epidemia do novo coronavírus.

Sair para comer só é mais seguro em ambientes arejados

A questão que se coloca é: como os restaurantes podem assegurar a acessibilidade aos pedestres e às pessoas com mobilidade reduzida? Para responder a essa questão, foi montado o seguinte modelo matemático...

Vamos supor que o seu restaurante familiar de comida italiana esteja, pela primeira vez, colocando mesas na calçada. O lugar é no centro da cidade, onde as pessoas chegam em seus carros e estacionam na rua mesmo, ou seja, não há um pátio ou estacionamento do restaurante.

A avaliação de riscos

Foi tomado como exemplo um restaurante de St. Louis, cidade do estado do Missouri onde o governador liberou o funcionamento do comércio ao ar livre em 2020. Isso permite que os restaurante coloquem mesas nas calçadas, desde que mantenham entre si uma distância de pelo menos um metro e oitenta centímetros.

Esse dado é real e consta do boletim do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos publicado no dia 27 de maio. O documento também determina que sejam disponibilizados, aos pedestres e pessoas com disabilidades, um espaço de pelo menos um metro de vinte, conforme determina a ADA, Lei dos Americanos com Deficiência, de 1990.

Agora imaginem que o tamanho de um quarteirão naquela cidade tenha cerca de 200 metros de largura, o que comporta a colocação de 20 vitrines. Isso significa que cada empresa ocupa cerca de 10 metros ao longo da calçada. Esta, por sua vez, é limitada pela Associação Nacional dos Oficiais de Transporte da Cidade entre 2,5 a 4 metros de largura.

Fonte: Popular Mechanics/Reprodução 

No total, o espaço de 30 por 12 pés (utilizaremos o padrão americano para facilitar a compreensão) resulta em 360 pés quadrados de espaço. Mas, como precisamos reservar 4 pés de espaço para pedestres (aqueles 1,20 m, lembram?), o restaurante tem na verdade 30 pés por 8 de espaço útil, ou seja, 240 pés quadrados.

Imaginem que, na grade abaixo, cada espacinho seja de 2 pés quadrados. Neste caso, o restaurante poderia montar apenas três mesas com quatro cadeiras, se cada um dos assentos respeitar o distanciamento mínimo de 6 pés entre eles, dentro do espaço alocado.

Porém, se o restaurante interpretar a recomendação do CDC de que são as mesas que devem ficar a seis pés de distância uma das outras, isso vai ter duas consequências. Primeiramente, sua cadeira ficará a menos de seis pés do cliente vizinho, e o restaurante poderá colocar quatro mesas com quatro cadeiras. Nesse cenário, algumas cadeiras terão entre si distância de apenas dois pés.

Reprodução


Mas vamos supor uma outra hipótese, esta mais realista, de que os donos do restaurante resolvessem mandar um "dane-se" para os pedestre e utilizassem completamente os seus 12 pés de largura em vez dos 8 permitidos. Nesse caso, poderiam poderiam separar as mesas por seis pés e colocar duas fileiras, uma com quatro lugares e outra com três.

Reprodução


Embora as pessoas, e principalmente os proprietários de restaurante, jurem que irão seguir exatamente as determinações legais e diretrizes do CDC, na prática as coisas não ocorrem às vezes como prometido, principalmente por se tratar de uma situação completamente inédita.

Temos que lembrar que os restaurantes são um negócio e, como tal, eles querem colocar um número máximo de pessoas nas mesas. Portanto, quem tem que usar o bom senso são os frequentadores.

Se forem pessoas preocupadas com a sua segurança, e com a das demais pessoas, façam-se as seguintes perguntas:

Todas as cadeiras (e não apenas mesas) estão a um metro e meio de distância?

Foram assegurados às pessoas com deficiência e pedestres aqueles 1,20 m que a lei determina?

Há circulação de pedestres na via ou é uma rua fechada?

Os garçons estão usando máscaras protetoras e luvas, trocando-as após cada atendimento?

As mesas foram corretamente higienizadas?

Avalie as respostas. E buon appetito!


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