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Oceanos – Prêmio de Literatura e Itaú Cultural divulgam finalistas

conjunto de obras selecionadas passa, agora, por um novo júri para eleger os três vencedores, que devem ser anunciados em dezembro.

Oceanos – Prêmio de Literatura e Itaú Cultural divulgam finalistas
Abel Barros Baptista | Divulgação
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Abel Barros Baptista

Para a última etapa da premiação foi contemplada uma seleção diversa: seis romances, dois livros de poemas, um de contos e um de crônicas de três autores portugueses e sete brasileiros. O conjunto de obras selecionadas passa, agora, por um novo júri para eleger os três vencedores, que devem ser anunciados em dezembro.

O prêmio Oceanos 2020 divulgou hoje, em live transmitida pelo YouTube do prêmio, as 10 obras que passam para a etapa final desta edição. As obras selecionadas compreendem seis romances, dois livros de poemas, um de contos e um de crônicas, embora algumas delas, como notou o júri, ultrapassem fronteiras entre gêneros literários – caso de Obnóxio, do português Abel Barros Baptista, e Sombrio ermo turvo, de Veronica Stigger. Entre os autores finalistas, sete são brasileiros e três são portugueses – Djaimilia Pereira de Almeida, porém, nascida em Angola (confira abaixo a lista dos livros finalistas e os perfis de seus autores).

Participaram da sessão de anúncio os curadores do Oceanos – Adelaide Monteiro, de Cabo Verde; Isabel Lucas, de Portugal; Manuel da Costa Pinto e Selma Caetano, do Brasil – e os autores das obras escolhidas pelo júri – Abel Barros Baptista, Djaimilia Pereira de Almeida, Itamar Vieira Junior, José Luís Peixoto, José Rezende Jr., Julia de Souza, Julián Fuks, Maria Valéria Rezende, Tiago D. Oliveira e Veronica Stigger.

Foram jurados desta etapa os portugueses Clara Rowland, escritora e professora, Gustavo Rubim, professor e crítico literário, e Isabel Pires de Lima, professora e crítica literária; o moçambicano Nataniel Ngomane, professor e crítico literário, e os brasileiros Ana Paula Maia, escritora, Edimilson de Almeida Pereira, poeta e professor, e José Castello, escritor e crítico literário. Entre agosto e novembro, eles leram e analisaram os 54 livros semifinalistas do prêmio para eleger os 10 finalistas.

Livros finalistas

– A cidade inexistente, de José Rezende Jr. – 7Letras – romance brasileiro

– A ocupação, de Julián Fuks – Companhia das Letras Brasil e Portugal – romance brasileiro

– A visão das plantas, de Djaimilia Pereira de Almeida – Relógio D’Água – romance português

– As durações da casa, de Julia de Souza – 7Letras – poesia brasileira

– As solas dos pés de meu avô, de Tiago D. Oliveira – Patuá – poesia brasileira

– Autobiografia, de José Luís Peixoto – Quetzal, em Portugal, e TAG Livros, no Brasil – romance português

– Carta à rainha louca, de Maria Valéria Rezende – Alfaguara – romance brasileiro

– Obnóxio, de Abel Barros Baptista – Tinta-da-China – crônicas portuguesas

– Sombrio ermo turvo, de Veronica Stigger – Todavia, contos brasileiros

– Torto arado, de Itamar Vieira Junior – Todavia, no Brasil, e LeYa, em Portugal – romance brasileiro

Entre eles, três livros foram editados em dois países, no Brasil e em Portugal: A ocupação, do brasileiro Julián Fuks; Autobiografia, do português José Luís Peixoto, e Torto arado, do brasileiro Itamar Vieira Junior.

Próximos passos

Agora, os 10 livros são submetidos a um novo júri, que até meados de dezembro os lê e analisa para eleger os três vencedores. Compõem o corpo de jurados final os portugueses Joana Matos Frias (professora, escritora e tradutora) e Carlos Mendes de Sousa (professor), o angolano Ondjaki (escritor), a santomense Inocência Mata (professora e crítica literária) e os brasileiros Angélica Freitas (poeta), João Cezar de Castro Rocha (professor) e Viviana Bosi (professora).

Os ganhadores serão divulgados ao público também em live, devido à pandemia do coronavírus, no dia 18 de dezembro, em horário a ser definido. O livro vencedor receberá R$ 120 mil; o segundo colocado, R$ 80 mil e o terceiro, R$ 50 mil, sendo que livros de diferentes gêneros literários concorrem entre si.

Parcerias

O Oceanos tem patrocínio do Banco Itaú e da DGLAB – Direção-Geral dos Livros, dos Arquivos e das Bibliotecas, da República de Portugal; o apoio do Itaú Cultural – responsável pela governança do prêmio –, do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, além do apoio institucional da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Perfil dos autores

Abel Barros Baptista nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal. Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, colaborou como crítico e cronista em jornais e revistas do Brasil e de Portugal, e publicou diversos livros sobre as literaturas portuguesa e brasileira. É autor de, entre outros, “O professor e o cemitério” (Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1986), “Autobibliografias” (Relógio d’Água, 1998) e “E assim sucessivamente” (Tinta-da-china, 2015).

Djaimilia Pereira de Almeida nasceu em Luanda e cresceu nos arredores de Lisboa. Formou-se em Estudos Portugueses e fez doutorado em Teoria da Literatura. Publicou os romances “Esse cabelo” (Teorema, 2015) e “Luanda, Lisboa, Paraíso” (Companhia das Letras Portugal, 2018, e Companhia das Letras Brasil, 2019), vencedor do Oceanos 2019, e as coletâneas de textos “Pintado com o pé” (Relógio D’Água, 2019) e “As telefones” (Relógio D’Água, 2020).

Itamar Vieira Junior nasceu em Salvador – BA. É geógrafo e doutor em Estudos Étnicos e Africanos pela UFBA. Publicou os livros de contos “Dias” (Camurerê, 2012), “A oração do carrasco” (Mondrongo, 2017), finalista do Prêmio Jabuti, e “Torto arado” (Todavia e LeYa, 2019).

José Luís Peixoto nasceu em Galveias, Portugal. Publicou, entre outros, “Morreste-me” (edição do autor, 2000, e Dublinense, 2015), “Nenhum olhar” (Temas e Debates, 2000), vencedor do Prêmio José Saramago, “Cemitério de pianos” (Bertrand, 2006) e “Galveias” (Quetzal, 2014, e Companhia das Letras, 2015), vencedor do Oceanos 2016. Seus romances estão traduzidos para mais de trinta idiomas.

José Rezende Jr. nasceu em Aimorés – MG. Jornalista, dedica-se a ministrar oficinas de texto e à literatura. Publicou os livros de contos “A mulher-gorila e outros demônios” (2005), “Eu perguntei pro velho se ele queria morrer (e outras histórias de amor)” (2009), vencedor do Prêmio Jabuti, “estórias mínimas” (2011) e “Os vivos e os mortos” (2016), todos pela 7Letras.

Julia de Souza nasceu em São Paulo – SP. Poeta, tradutora e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo, publicou os livros de poemas “As durações da casa” (2019), “Gigante vermelha” (2016) e “Covil” (2013), todos pela 7Letras. Colabora com a revista digital A Palavra Solta.

Julián Fuks nasceu em São Paulo – SP. Doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP, é autor de “Histórias de literatura e cegueira” (Record, 2007), “Procura do romance” (Record, 2011), ambos finalistas dos prêmios Jabuti e Portugal Telecom, e “A resistência”, vencedor dos prêmios Oceanos, Jabuti, Saramago e Anna Seghers. Foi eleito pela revista Granta um dos melhores jovens escritores brasileiros.

Maria Valéria Rezende nasceu em Santos – SP. Formada em Língua e Literatura Francesa, Pedagogia e mestre em Sociologia, entrou para a Congregação de Nossa Senhora e dedicou-se sempre à educação popular. Publicou, entre outros, os romances “Quarenta dias” (Alfaguara, 2014), vencedor do Prêmio Jabuti, e “Outros cantos” (Alfaguara, 2016), vencedor dos prêmios São Paulo, Jabuti e Casa de las Américas.

Tiago D. Oliveira nasceu em Salvador – BA. Graduou-se em Letras pela Universidade Federal da Bahia e estudou também na Universidade Nova de Lisboa, em Portugal. Participou de antologias e tem poemas publicados em periódicos no Brasil, em Portugal e na Espanha. Lançou os livros de poemas “Distraído” (Pinaúna, 2014), “Debaixo do vazio” (Córrego, 2016) e “Contações” (Patuá, 2018).

Veronica Stigger nasceu em Porto Alegre – RS. É escritora, professora e crítica de arte. Publicou “O trágico e outras comédias” (Angelus Novus, 2003, e 7Letras, 2004), “Gran cabaret demenzial” (Cosac Naify, 2007), “Os anões” (Cosac Naify, 2010), “Opisanie swiata” (Cosac Naify, 2013), vencedor do Prêmio São Paulo, Biblioteca Nacional e Açorianos, e “Sul” (Editora 34, 2016), finalista do Oceanos 2017.



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