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A mulher por trás das concessões

Com muito trabalho e esforço, Viviane mostra que o Piauí deixa de ser o “patinho feio”.

Lucrécio Arrais
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Viviane Moura esbanja competência à frente da Suparc

Lucrécio Arrais 

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Viviane Moura Bezerra nasceu no dia 25 de setembro de 1976, é formada em Direito e tem pós-graduação em Gestão Pública pela Universidade de São Paulo (USP), além de especializações em Licitação e Contratos (FGV) e em PPPs e Concessões pela London School. Atualmente ela ocupa o cargo de Superintendente de Parcerias e Concessões do Estado do Piauí (Suparc).

A paixão pela gestão pública levou ao curso de Direito, mas ela nunca atuou como advogada. A ideia de Viviane era provocar impactos na vida das pessoas, através de boas práticas. Como aliar o investimento privado ao interesse público, coisa que ela tem feito muito bem à frente da pasta.


Gestão de bons frutos

Com grandes desafios pela frente, como o Porto de Luís Correia, ela também tem espaço para comemorar os bons frutos colhidos ao longo da gestão. A Ceasa, por exemplo, que foi completamente requalificada após o processo de parceria público-privada, é a ação nacional com reconhecimento para replicação mundo afora pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Com muito trabalho e esforço, Viviane mostra que o Piauí deixa de ser o “patinho feio”. Isso porque o Estado agora ganha dignidade através de equipamentos públicos. Afinal, todo mundo merece água na torneira, ou acesso à internet. No Estado, essa realidade ganha força através da Suparc.

Para o NOSSA GENTE, Viviane Moura mostra que soluções são mais pertinentes do que negacionistas, e que é possível um futuro próspero alinhando a geração de emprego e renda, sustentabilidade e interesse social. Através de PPPs, Viviane solucionou grandes gargalos do Governo Wellington Dias.

““Sempre gostei de melhorar a vida das pessoas, gostava de trabalhar em setores que dessem retorno para a população, não só para mim”."

Viviane Moura Bezerra

JMN: E o polêmico porto?

VM: O porto é um projeto que não é isolado. Ele está integrado a vários outros, como o aeroporto, a ZPE e a rodovia Transcerrado. Ele é uma infraestrutura de transporte que depende muito do grau de produção de um lugar. A gente terminou a modelagem e os últimos ajustes com relação às entregas. O porto não vai acabar com o litoral, não podemos trabalhar com uma perspectiva negativa. Temos que achar soluções, negar e não buscar soluções não resolve. Estudamos os impactos com o meio ambiente em todos os projetos.

JMN: Quais seus planos para o futuro?

VM: Eu gostaria muito que todos os projetos que estão na carteira funcionem. Assim como vejo a Ceasa, o saneamento, as rodoviárias. Queria todos funcionando. Enfim, mudar a cara da infraestrutura do Piauí.

JMN: É gratificante solucionar gargalos históricos de Teresina e do Piauí?

VM: É muita satisfação, alegria e orgulho. É um trabalho coletivo. Somos uma secretaria pequena, considerando as outras estruturas do Estado. Conseguimos entregar muito com pouco recurso, mas ver as necessidades da população serem supridas é legítimo. As pessoas merecem um banheiro limpo na rodoviária, nossos índices de satisfação são superiores a 70%. Eu nunca quis advocacia. Eu queria trabalhar com administração pública. Comecei ainda na universidade, como estudante, eu fazia projetos com a população. Tinha um de orientação jurídica, ensinar a constituição. Sempre gostei da consultoria e assessoria que ajuda a melhorar a vida das pessoas, gostava de trabalhar em setores que dessem retorno para a população, não só para mim.

JMN: A Ceasa é um exemplo brilhante de PPP. O que ela significa para sua gestão?

VM: Claro. A Ceasa, então, é um significado muito especial desse processo de construção, ela é um símbolo para o piauiense. É o único projeto público referenciado pela ONU como algo que pode ser replicado em todo o mundo. Isso ajudou a construir um caminho positivo com a população. Já pensou se tivesse dado errado? Quem manda no final do dia é a população que diz o que fica e o que não fica.

JMN: Falando em água, Teresina avançou nesse quesito com a Águas de Teresina que chegou à universalização do acesso. Como está esse processo para o saneamento básico?

VM: Contratamos uma PPP, tem uma equipe fazendo investimento. Estamos falando de três anos de contrato e de mais de R$ 900 milhões de investimentos. O problema da Agespisa foi crônico, foi histórico. Faltou investimento por parte do Governo Federal, que deveria ter um plano de saneamento com todo o Brasil. Os municípios e estados não fariam isso sozinhos. É muito dinheiro para investir e pouco tempo para dar resposta com relação ao problema do esgoto. Hoje chegamos a 36% de cobertura, com um crescimento de 70% em três anos. A meta de universalização da Águas de Teresina em 16 anos, é ousada, mas factível. É um grande desafio. Eles vêm conseguindo executar sem que a gente sinta grandes transtornos.

JMN: E qual o grande desafio das PPPs?

VM: O grande desafio, não só do Piauí, mas do Brasil, de uma forma geral, é conseguir incentivar a iniciativa privada a continuar investindo em projetos de infraestrutura para a população. E isso é desafiador porque estamos em um cenário de restrições. Temos um cenário econômico nacional desafiador e muita demanda, pois ela aumentou ainda mais. A pressão sobre os governos é muito maior agora. Se tínhamos problemas na saúde, educação, precisa resolver e o governo tem que dar resposta a demandas que ficaram preteridas. Por exemplo, o saneamento básico. Água é um item fundamental como medida de prevenção contra o coronavírus. E onde não tem água?

JMN: Hoje você trabalha como superintendente da Suparc, uma secretaria que perpassa todo o Governo. É um grande desafio?

VM: É complexo e desafiador, mas é empolgante. Todo dia eu me empenho mais em conhecer cada órgão. Eu tenho que conhecer todos os setores. Deste a agroalimentar para trabalhar com a Ceasa, saneamento, portos, aeroportos. Tudo! É uma provocação para estudar mais e conhecer cada área. É prazeroso, aprendi muito. De 2015 para cá aprendi muito sobre nosso Estado.

Jornal Meio Norte: Você é advogada. Como foi sua trajetória profissional?

Viviane Moura: Eu nunca exerci a advocacia. Não era minha paixão. Sempre gostei da parte de consultoria. Trabalhei como assessora legislativa, fiquei com a Trindade quando ela foi Deputada Federal. Sempre trabalhei com consultoria, depois fui chefe do jurídico da Codevasf em Brasília, entre 2003 e 2007.

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