A Copa do Mundo mal começou e uma novidade chamou a atenção dos torcedores: o tempo maior de acréscimos em cada partida. Os jogos de segunda-feira, por exemplo, somaram mais de 50 minutos acrescidos pelos árbitros. Abaixo, o LANCE! explica os motivos.

A primeira razão é simples: os longos atendimentos em campo colaboraram para o número elevado de acréscimos. No jogo da Inglaterra, apitado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, o goleiro do Irã sofreu um choque de cabeça e ficou quase 10 minutos sendo atendido. O mesmo aconteceu no fim do duelo entre Argentina e Arábia Saudita.

Wilton Pereira Sampaio apitou jogo entre Holanda e Senegal, nesta segunda-feira (Foto: OZAN KOSE / AFP)Wilton Pereira Sampaio apitou jogo entre Holanda e Senegal, nesta segunda-feira (Foto: OZAN KOSE / AFP)

Ainda assim, há uma outra explicação. A comissão de arbitragem da Fifa orientou os juízes a não economizarem nos acréscimos. Além dos atendimentos por lesão, cada minuto perdido com comemorações e substituições está sendo compensado ao fim de cada tempo, independente do placar.

O objetivo da Fifa é ter jogos com mais tempo de bola rolando. Em entrevista antes do início da Copa do Mundo, o chefe de arbitragem da entidade, Pierluigi Collina, deixou claro que foi uma orientação passada aos árbitros.

- Comemorações podem durar entre um minuto e um minuto e meio. É fácil perder três, quatro ou cinco minutos. Isso precisa ser compensado no fim. Não podemos achar normal que o jogo tenha 42, 45 minutos de bola rolando. Na Copa da Rússia foi normal vocês verem o quarto árbitro levantar a placa indicando 7, 8, 9 minutos de acréscimo. Nós queremos ver a bola em jogo - disse Colina.