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Etapa de abertura do Circuito Nacional de Vôlei de Praia será dia 17

Torneio ocorre na próxima semana e terá rígido protocolo de prevenção

Etapa de abertura do Circuito Nacional de Vôlei de Praia será dia 17
Talita em ação durante etapa do Circuito Brasileiro Open de vôlei de praia | Wander Roberto/Inovafoto/CBV
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Talita em ação durante etapa do Circuito Brasileiro Open de vôlei de praia (Créditos: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Após meses de isolamento social por conta da pandemia da COVID-19, a primeira competição nacional de vôlei de praia está chegando. A etapa de abertura da temporada 2020/2021 do Circuito Brasileiro Open acontece a partir do dia 17 de setembro, no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema (RJ), com diversas medidas de prevenção para oferecer segurança aos atletas e profissionais envolvidos na disputa. O torneio acontece em sistema de "bolha", sem a presença de público, mas com transmissão de todas as partidas.

O retorno do vôlei brasileiro foi organizado junto à Comissão Nacional Médica de Voleibol (Conmed) e Comissão de Atletas de vôlei de praia, que discutiram os protocolos necessários para reduzir ao máximo as chances de contágio da COVID-19 dentro da ‘bolha’ montada no CDV. O Dr. João Olyntho Machado Neto falou sobre as medidas, que incluem dois testes para detecção do vírus aos profissionais que estarão no torneio.

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“Os participantes farão um teste RT-PCR e terão que apresentá-lo no período inferior a uma semana da competição. Na chegada ao CDV, todos serão submetidos a uma bateria de exames, com aferição de oximetria, temperatura, sintomas e a realização do segundo exame. Será um teste antígeno que detecta a proteína da COVID-19. É um teste relativamente rápido, leva cerca de 20 minutos para apresentar o resultado. Com o negativo, o indivíduo está apto, do ponto de vista médico, para a disputa da competição”, disse o Dr Olyntho.

Além dos testes para a entrada, diariamente será obrigatória a realização de uma checagem na tenda médica, com medição de temperatura e oximetria, percepção de odores e avaliação de qualquer possível sintoma. O centro contará com toda preparação necessária de limpeza e distanciamento social, com refeições em horários definidos para evitar aglomeração, uso obrigatório de máscara (com exceção das partidas) e número de profissionais controlado.

Após ingressar para a disputa de torneio, o atleta só poderá deixar o local após sua eliminação ou ao final da competição, no domingo (20.09). Não será permitida a entrada e saída do local, como explicou o superintendente de vôlei de praia da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Virgílio Pires, que também destacou a separação por gêneros.

“Conseguimos fazer a hospedagem sem aglomeração, a alimentação com horários estabelecidos, apoio de fisioterapia e médicos, aquecimento, toda a competição em um só lugar, dentro do Centro de Desenvolvimento de Voleibol”, disse Virgílio que completou.

“Procuramos trabalhar com o máximo de prevenção. A ‘bolha’ criada pela NBA (National Basketball Association, principal liga de basquetebol norte-americana) foi uma inspiração, sim. Também diminuímos o número de participantes separando os naipes, realizando o torneio feminino em uma semana, e o masculino na seguinte. São menos pessoas ao mesmo tempo, isso tudo para termos um maior controle lá dentro”, completou Virgílio.

O torneio começa na quinta-feira, com a disputa do qualifying (classificatório), onde até 20 duplas disputarão as últimas quatro vagas na fase de grupos. No dia seguinte começa a fase principal, onde os 12 times já garantidos pela posição no ranking de entradas ou convite (wild card) e os quatro classificados pelo qualifying entram em ação. A fase de mata-mata ocorre no sábado, e as disputas de bronze e ouro no domingo. As partidas serão exibidas pelo Facebook da CBV, pelo site voleidepraiatv.cbv.com.br e pelo SporTV (semifinais e finais).

“É motivo de alegria poder voltar a jogar. Com exceção de alguns esportes como o futebol e a NBA, poucas modalidades estão com calendário ainda. Estamos tendo o privilégio de poder voltar a fazer o que a gente ama com todo suporte e preocupação que a CBV vem tendo. Ter o centro em Saquarema, neste modelo, será fundamental, é um grande diamante que tem que seguir sendo cuidado e lapidado”, disse a medalhista olímpica e campeã mundial Juliana durante a última edição do programa “Vôlei em Casa”.

O Dr. Olyntho também detalhou como será o procedimento para um indivíduo que, após entrar no CDV com os exames negativos, apresente sintomas durante a competição.

“No caso de um indivíduo apresentar algum sintoma dentro do CDV, ele será retirado do ambiente comum e colocado em um ambiente separado, foram destinados quartos isolados para este fim, iniciando um período de quarentena. Até que seja feito um teste que confirme ou descarte essa suspeita. Mas é pouco provável que alguém que tenha dois testes negativos apresente sintomas. Os procedimentos visam reduzir, claro que nada é 100% assertivo, mas o teste de antígenos é superior a 90%, o que é bem satisfatório”, destacou.

Outras mudanças também serão vistas em quadra. Não haverá protocolo de cumprimento de árbitros e atletas antes e após a partida. O próprio atleta pegará a bola para sacar em um carrinho. A dupla só poderá aquecer se for participar do próximo jogo, uma hora antes. A piscina e a academia do centro serão fechadas. Além disso, todos os atletas e demais profissionais receberam uma cartilha com todas as recomendações.





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