Follmann chora ao lembrar de acidente: “Meu sonho é caminhar”

O goleiro falou sobre o assunto no programa 'Encontro'.

Foram 56 dias internado em três hospitais. Graves ferimentos, uma perna amputada e um pé com enxerto. O goleiro Jackson Follmann foi um guerreiro ao sobreviver à tragédia com o voo da Chapecoense, no dia 29 de novembro de 2016, em Río Negro, próximo a Medellín, na Colômbia. Dois dias após receber alta, o arqueiro relembrou o acidente durante o programa “Encontro”, na manhã desta quinta-feira (26).

Ao falar sobre seus sentimentos e o que viu naquele momento, Follmann não segurou as lágrimas. O jovem chorou ao relembrar as situações e de quando viu a sua família pela primeira vez, após três dias em coma.

“Eu lembro do acidente, claro que não lembro quando batemos. Quando abri os olhos, estava tudo escuro e tentava levantar, mas não conseguia. Meus companheiros gritavam e pediam socorro, e eu pensei que estava bem para ajudá-los. Naquele momento, não passava nada, não conseguia pensar, só tinha medo de morrer. Pedi ajuda a Deus e força para mim e meus companheiros. Só fui perceber a proporção três dias depois, no hospital, quando minha família chegou”, disse o arqueiro emocionado:

“Foi ali que acordei, depois de três dias em coma. Foi uma alegria muito grande ver meu pai, minha mãe, minha noiva. Ali que juntei forças para seguir em frente. Sabia que estava muito machucado. Precisava mostrar para os meus pais que estava forte e não estava sofrendo. Deus colocou anjos na minha vida, os doutores que foram até a Colômbia, e me ajudaram”, continuou.

Goleiro Jackson Follmann (Crédito: Reprodução)
Goleiro Jackson Follmann (Crédito: Reprodução)

O jogador afirmou que o seu maior desejo é voltar a caminhar sozinho: "Meu sonho é poder ficar em pé, caminhar sozinho, poder ir ao banheiro sozinho, sair com a minha noiva. Eu sinto falta disso. O meu sonho é poder caminhar. E até o final de fevereiro, eu quero estar caminhando", afirmou.

Na próxima semana, ele vai viajar a São Paulo para iniciar o processo de reabilitação da perna direita, amputada após o acidente. Ele ainda foi submetido a um enxerto de pele no tornozelo esquerdo, onde perdeu um osso, e passou por uma cirurgia cervical durante o período de internação hospitalar.

Fonte: Com informações do Extra
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