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191 venezuelanos ocupam abrigos em Teresina

MP3 diz que prefeitura está sendo "anticristã"

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“Saí da Venezuela porque tenho fome”, disse Rosa, uma das venezuelanas que hoje ocupa a Avenida Valter Alencar pedindo dinheiro. “Estou gostando daqui apesar do calor”, completa Carmem, parceira de Ana, que disse à reportagem que chegou ao Piauí no sábado (16). Como elas, muitas pessoas de traços indígenas e roupas coloridas têm ocupado as ruas de Teresina.

Crédito: MP3.

Ao todo, 191 venezuelanos estão em abrigos da cidade e buscam melhores condições de vida. Dos 191, 25 estão abrigados no KM, 30 na Pastoral de Rua, 30 no Mocambinho, 75 no Poty Velho e 28 no Movimento Pela Paz na Periferia - MP3.

Crédito: MP3.

A crise na Venezuela, que deixou a população em um verdadeiro colapso, castiga aquele povo que encontrou nos irmãos brasileiros um ombro amigo para recomeçar a vida. Com a esperança de dias melhores, muitos destes homens e mulheres estão na luta por emprego, moradia e qualidade de vida em um país estrangeiro.

Junior do MP3, o Movimento Pela Paz na Periferia, é uma das pessoas que têm dado suporte aos imigrantes venezuelanos. “No dia 3 de maio chegou um grupo de 52 venezuelanos da etnia warao, que viviam nas margens do Rio Orinoco. São um povo pescador. Devido a extração do Petróleo e do desmatamento, eles foram para outras regiões da Venezuela. Mas com a crise, eles começaram a entrar no Brasil pelas fronteiras. Eles começaram a vir para Roraima, Belém, São Luís, Teresina…”, conta.

Crédito: MP3.

Os venezuelanos estão em situação de vulnerabilidade e expostos a males da sociedade urbana. “Eu fico o dia todo esperando o poder público municipal e estadual para fazer a proteção dos refugiados. Ninguém apareceu. Então tive que convencê-los a sair da a sair da Praça Lindolfo Monteiro. Lá é um local perigoso, com tráfico de drogas e prostituição. Como haviam muitas crianças, não dava certo eles ficarem ali”, avalia.

No entanto, o poder público não atende as expectativas de auxílio a essas pessoas. “Abrigamos eles em um prédio e as coisas começaram a acontecer, mas estamos esperando alguns serviços, como a reforma do prédio onde eles estavam. A prefeitura passou duas semanas para fazer atendimento médico. E o grupo foi aumentando enquanto isso”, revela.

De acordo com Junior, a prefeitura está tendo um comportamento “anticristão”. “A prefeitura não tem feito o acompanhamento médico de uma parte deles. Tem idosos doentes, pessoas com problemas de saúde urgentes, além de materiais de limpeza, higiene e alimentação. Ela tem se negado a contribuir de fato e de direito. Se a população não fizer doações, eles vão embora. A prefeitura quer isso. Estão tramando para que eles não fiquem na cidade. Isso é anticristão. Eles estão criticando o MP3, a Pastoral de Rua, Cáritas porque estamos ajudando”, aponta.

Crédito: MP3.

O Ministério da Cidadania, do Governo Federal, informou à reportagem do Jornal Meio Norte que a situação de imigração em Teresina ainda é tênue comparada a outras regiões do Brasil, e que o próprio poder público deve absorver estas pessoas através do CRAS e do Sistema Único de Saúde. O Ministério tem trabalhado com o suporte na gestão do atendimento a estas pessoas, e aguarda da Prefeitura Municipal de Teresina um relatório que deve guiar este atendimento.

A Prefeitura de Teresina, por outro lado, diz que toda a assistência está sendo dada aos imigrantes dentro das possibilidades legais. 


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