Aos 32 anos, mulher descobre que foi trocada na maternidade

Ela fez exame de DNA e descobriu não ter laços de sangue com a mãe

A goiana Keila Martins Borges descobriu aos 32 anos não ser filha biológica da mulher que a criou. Moradora de Gouvelândia, no sul do estado de Goiás, ela nasceu no Hospital Municipal de Quirinópolis, no dia 15 de maio de 1984. Por acaso, encontrou uma mulher que teve uma irmã nascida no mesmo dia, mês, ano e hospital que ela. O fato motivou a apuração do caso.

Por mais de três décadas, ela nunca desconfiou que não seria filha biológica da mulher que a criou. Mas a situação teve uma reviravolta há cerca de dois meses, quando uma prima conheceu Elaine Maciel, de 38 anos, uma mulher muito parecida com Keila. Apesar de ter ficado inicialmente apenas surpresa com a semelhança, a goiana só começou a se preocupar quando descobriu que a Elaine tinha uma irmã nascida na mesma data e local que Keila.

Keila Martins Borges descobriu que foi trocada na maternidade após 32 anos
Keila Martins Borges descobriu que foi trocada na maternidade após 32 anos

Não demorou muito para Keila tomar providências mais drásticas sobre o caso. Ela e a mãe fizeram um exame de DNA e o resultado: não havia laços de sangue entre elas e Keila teria sido trocada na maternidade. No facebook, ela desabafou sobre a situação. “Venho aqui dizer que eu espero profundamente que a justiça seja feita, e que caia todo o peso da lei em cima desses irresponsáveis que nos causaram danos irreparáveis”, postou.

O exame de DNA de Keila e da mãe comprova que não há laços de sangue entre elas
O exame de DNA de Keila e da mãe comprova que não há laços de sangue entre elas


“Tomem muito cuidado ao ter um filho nesse hospital pois pode acontecer com vocês o mesmo que aconteceu comigo. Quero também deixar bem claro aqui que Maria Martins sempre vai ser a minha mãe a minha rainha”, alertou Keila.

O Hospital Municipal de Quirinópolis informou que o caso foi atípico e que é possível saber quais procedimentos a unidade adotava há 32 anos. "Atualmente, o recém-nascido é identificado por uma pulseira que consta o nome da mãe que o gerou, além da data e hora do nascimento. As equipes de cirúrgicas também só atuam em horários exclusivos daqueles procedimentos", informou o hospital a direção do hospital em nota.

Fonte: correiobraziliense