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Após ser presa, mulher diz que policiais ameaçaram estuprá-la em SP

Moradora de Praia Grande, no litoral paulista, diz que agressão a casal e a PM que chamou de "macaco nojento" foi em legítima defesa. Uma denúncia será feita a corregedoria.

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Uma mulher, que preferiu preservar sua identidade, alega ter sido brutalmente agredida e ameaçada de morte e abusos sexuais por pelo menos 12 policiais militares, após uma briga de trânsito, em uma avenida de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ela chegou a ser presa após agredir um casal e um militar e justifica o ato como legítima defesa. As informações são do G1.    

 Relatos da Polícia Militar deram conta de que a mulher chegou a xingar um militar de ‘macaco nojento’ e que ela foi reconhecida, já na Delegacia Sede da cidade, pelo casal agredido por ela. A confusão aconteceu na noite de sexta-feira (6).

A mulher, afirma que a confusão começou em um desentendimento de trânsito. O homem que a acusa de agressão é motorista de aplicativo e estava acompanhado de uma passageira. Ela seguia para a casa dos pais quando envolveu-se em uma colisão.

Arquivo Pessoal

“O rapaz fechou meu carro e começou a me perseguir [após a batida]. Eu parei e ele me agrediu. A passageira chegou perto mas ele me segurava pelos braços. Então, o mordi, quando me soltei e acertei o rosto dela”, relatou. Emocionada e assustada, ela disse que agiu para se defender e, depois, fugiu.

Já dirigindo o veículo, acabou passando por uma guia e furando os dois pneus do lado esquerdo do veículo. “Estava em torno de 50 km/h na Via Expressa Sul. Tentei ligar para a polícia, mas ninguém me atendia”, contou. Uma equipe da PM que fazia patrulhamento fez sinal de parada para ela.

“Expliquei que estava com o pneu furado e pararia na borracharia. Um dos policiais começou a gritar. Desci na frente do comércio e questionei a maneira que ele agia. Foi quando começou a agressão”, relata. Ela confirma ter ofendido o policial no momento de nervosismo e, em seguida, foi jogada no chão e apanhou.

“Chegaram outras viaturas e cerca de 12 policiais passaram a me bater e me ofender. Me bateram muito”, contou. Um conhecido da família dela passou pelo local, fotografou a agressão e avisou os pais dela. Ainda assim, ela contou que foi colocada em uma viatura e andou por ruas da cidade, onde foi coagida.

Arquivo Pessoal

“Me xingavam, falavam que iam me matar e estuprar. Só cheguei na delegacia pois meus pais estavam lá e exigiram minha presença”, disse. “Se não fossem eles, eu teria morrido e deixado um filho de seis anos”, desabafou. Ela foi mantida sob escolta no estacionamento do DP antes de entrar.

“O delegado não levou em conta meu relato e não me encaminhou para o atendimento médico, mesmo apresentando diversos hematomas”, disse. Ela acabou presa por uma noite na carceragem da unidade e liberada no dia seguinte após audiência de custódia.



 


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