Audiência proposta por Silas debate a situação dos pacientes renais

Silas citou dados da ABTO para explicar importância do debate

A Comissão de Seguridade Social e Família, da Câmara dos Deputados promoveu na manhã de hoje audiência pública para discutir a hemodiálise no País e a situação dos pacientes renais crônicos. O debate foi proposto pelos deputados Silas Freire (Podemos-PI) e Mandetta (DEM-MS).

Silas Freire citou dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) para explicar a importância do debate. “Aproximadamente 10 milhões de brasileiros sofrem algum tipo de disfunção renal, dos quais mais de 120 mil fazem hemodiálise. E, destes, 35% têm indicação de transplante, mas a fila de espera é enorme e o número de doadores não aumenta significativamente”, disse.

Deputado Silas Freire
Deputado Silas Freire

Durante o evento, foram apresentados pontos favoráveis e contrários à reutilização das linhas para procedimentos de diálise como hemodiálise, hemofiltração, diálise peritoneal, entres outros. Silas Freire, que recentemente lançou a cartilha com os direitos dos pacientes renais para difundir informações sobre a doença e os desafios enfrentados por esses pacientes, além de seus direitos, falou na audiência sobre essa polêmica do reuso de materiais.

"Vemos com preocupação a edição da Anvisa que proíbe o reuso de material de diálise, já que as clínicas brasileiras acham que ficará impossível o funcionamento e assim pode acontecer uma cartelização por parte de multinacionais que arrodeiam o Ministério da Saúde. No entanto, nós gostaríamos que os materiais realmente não fossem reutilizados pois podem trazer a hepatite B e C e outros riscos. A gente sabe que isso defende de financiamento e por isso que trouxemos essa discussão aqui em favor do paciente renal.", declarou o parlamentar. 

Na ocasião participaram ainda o presidente da Associação dos Pacientes Renais do Piauí (Aprepi), Luiz Filho e autoridades da área da saúde como representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária- Anvisa e do Ministério da Saúde, além de pacientes, diferentes associações da área médica e parlamentares. 

Fonte: Portal MN
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