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Brasil pode ter desabastecimento de combustível no mês de novembro

De acordo com a Associação das Distribuidoras de Combustíveis (BRASILCOM), os cortes foram “unilaterais” e o país pode sofrer desabastecimento de combustível.

Várias distribuidoras de combustíveis no Brasil receberam comunicados do setor comercial da Petrobras no último dia 11 de outubro, informando cortes nos pedidos feitos para fornecimento de gasolina e óleo diesel para o mês de novembro de 2021. De acordo com a Associação das Distribuidoras de Combustíveis (BRASILCOM), os cortes foram "unilaterais" e o país pode sofrer desabastecimento de combustível.

"As reduções promovidas pela Petrobras, em alguns casos chegando a mais de 50% do volume solicitado para compra, colocam o país em situação de potencial desabastecimento, haja vista a impossibilidade de compensar essas reduções de fornecimento por meio de contratos de importação, considerando a diferença atual entre os preços do mercado internacional, que estão em patamares bem superiores aos praticados no Brasil", diz a nota da BRASILCOM.

Petrobras enviou comunicado às distribuidoras sobre redução de cotas | FOTO: Michael Melo-MetrópolesPetrobras enviou comunicado às distribuidoras sobre redução de cotas | FOTO: Michael Melo-Metrópoles

Ainda de acordo com a Associação das Distribuidoras, a Agência Nacional de Petróleo (ANP),  que regula as atividades que integram as indústrias de petróleo e gás natural e de biocombustíveis no Brasil, já foi comunicada do potencial problema.

"Apesar de totalmente favorável ao programa de desinvestimento de ativos da Petrobras, a BRASILCOM considera este momento um exemplo do que pode vir a ocorrer caso as autoridades governamentais não se preocupem em estabelecer regras claras para a atuação dos novos proprietários das refinarias e sistemas de logística desinvestidos pela Petrobras, de modo a evitar o estabelecimento de condições comerciais com preferências a determinados clientes, desequilibrando o ambiente concorrencial do mercado de combustíveis" complementa. 

E continua: "A BRASILCOM, em seu papel de representar mais de quarenta empresas do setor de distribuição de combustíveis, e buscando, como sempre, garantir o abastecimento nacional e salvaguardar a manutenção de um mercado de combustíveis saudável, sem desequilíbrios e transtornos a toda sociedade civil, espera que os órgãos governamentais, face à gravidade do tema, ajam com a costumeira eficácia, implementando as medidas necessárias para evitar a perspectiva de desabastecimento", concluiu a nota.

Consumo alcança patamar pré-pandemia

Por meio de nota divulgada nesta terça-feira (19), o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP)  defendeu a política de preços praticada pela Petrobras e destacou que o consumo de combustíveis tem crescido ao longo de 2021, alcançando patamares pré-pandemia. 

"A capacidade de produção interna de derivados é inferior à demanda e o equilíbrio para o atendimento ao crescente mercado se dá via importação. De janeiro a agosto de 2021, 26% do volume de diesel e 8% da gasolina foram adquiridos no mercado externo. Mesmo com o 9º parque de refino do mundo e com capacidade de produção de 2,3 milhões de b/d, o Brasil é um importador líquido de derivados, quadro que não deve se alterar na próxima década", diz a nota do IBP.

"Sem a percepção clara por parte dos agentes econômicos de que os preços variarão segundo regras de mercado, como ocorre com todas as demais commodities, não há segurança para a ampliação do parque de refino nacional, para a ampliação da produção de biocombustíveis ou ainda para que agentes importadores complementem o déficit interno de derivados, especialmente considerando o atual cenário mundial de defasagem conjuntural entre oferta e demanda de commodities devido à rápida e significativa recuperação pós-pandemia", informou o IBP. 

Alinhamento de preços ao mercado internacional

O Instituto complementou que "o mercado de combustíveis é mundialmente integrado e é o alinhamento de preços ao mercado internacional, adotado no Brasil desde 2016, que garante a transparência quanto aos preços relativos e dá a sinalização correta aos agentes econômicos para que estes invistam no aumento da oferta e no aprimoramento da logística de distribuição, garantindo o abastecimento nacional". 

"O IBP advoga pela livre formação de preços e liberdade de importação de derivados e biocombustíveis, como forma de promover a competição, a atração de investimentos, a geração de novos empregos e, consequentemente, a garantia do abastecimento nacional no curto e longo prazo.", finalizou.

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