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Brasileiro percorre a América a cavalo

Nesse percurso, em 8 anos, ele atravessou mais de 25 mil quilômetros, passou por 12 países e centenas de cidades, conheceu culturas diferentes, experimentou diversidades de sabores e sentiu na pele tanto o calor escaldante quanto o frio intenso

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Por Isabel Cardoso

Foi numa viagem repleta de aventura e emoção que o jornalista, escritor, palestrante e caubói Filipe Masetti, montado a cavalo, saiu de Ushuaia, na Argentina, com destino final a Fairbanks, no Alasca. Nesse percurso, em 8 anos, ele atravessou mais de 25 mil quilômetros, passou por 12 países e centenas de cidades, conheceu culturas diferentes, experimentou diversidades de sabores e sentiu na pele tanto o calor escaldante quanto o frio intenso. Com a viagem, Filipe se tornou o primeiro brasileiro a percorrer  a América a cavalo.

Filipe Masetti - Foto: Arquivo Pessoal

A grande jornada se dividiu em três viagens. Na primeira, de Calgary, no Canadá, a Barretos, no Brasil, ele percorreu 16 mil quilômetros. Na segunda, de Barretos, no Brasil, a Ushuaia, na Argentina, foram cerca de 7,5 mil quilômetros. E a última e mais recente, de Fairbanks, no Alasca, a Calgary, no Canadá, teve 3,5 mil quilômetros percorridos.  

As aventuras da viagem foram registradas no "Cavaleiro das Américas", que narra detalhes da primeira viagem de Filipe de Calgary, no Canadá, a Barretos, em São Paulo. O segundo livro, que narra a segunda viagem, de Barretos, em São Paulo, a Ushuaia, na Argentina, foi publicado em inglês no Canadá, e em breve deve ser publicado em português, no Brasil.

Aventureiro usou  11 cavalos diferentes para fazer todo percusso - Foto: Arquivo pessoal

Natural de Espírito Santo de Pinhal, interior paulista, Filipe Masetti falou ao Jornal Meio Norte que concluir essa viagem foi a realização de um sonho de vida, que começou na infância, quando ouviu do pai a história do professor suíço Aime Tschifely, que cavalgou da Argentina a Nova York na década de 1920. E foi inspirado nessa história que Filipe planejou e executou sua própria aventura, enfrentou inúmeros desafios e dificuldades, como animais selvagens, temperaturas diversas entre calor intenso e frio abaixo de 15 graus negativos, cartéis de drogas, estradas completamente vazias, desertos, rios, montanhas, neve, florestas e, claro, muitos imprevistos.

Cumprir todo o roteiro não foi fácil. Além de cavalgar, ele escrevia e registrava as imagens. Foram 11 cavalos diferentes. "Eu fazia o planejamento em cada semana e as famílias de cada região ajudavam muito, com rancho. E assim, de rancho em rancho, de fazenda em fazenda, cidade em cidade, o roteiro foi cumprido", diz, enfatizando que em alguns trechos contou com o apoio de uma equipe com carro, para conseguir pouso, compra de algo necessário para viagem e alimentação para cavalo. Mas em grande, parte, a viagem foi solitária.

Para Filipe, o ponto alto foi a chegada em Calgary, quando finalizou a América e recebeu a chave da cidade. Ele também destaca a chegada em Barreiros, no ano de 2014, numa festa com mais de 40 mil pessoas. "Foi uma chegada de cinema com fogos e foi embaixador do maior rodeio do mundo", diz, enfatizando que todo o percurso, da saída à chegada, foi muito difícil.

Filipe diz que havia a questão do clima, calor de 45 graus, frio congelante, neves, presença de ursos pardos, ursos negros. "Cruzei os Andes, cavalguei em ribanceiras, nadei em rios com cavalos, cruzei deserto do México, passei países perigosos, como Honduras, Guatemala, vi pessoas sendo mortas com tiros, tive que fazer amizade com traficantes. É muito difícil percorrer essa distância a cavalo", conta.

Cumprir todo roteiro não foi fácil

Rotina adequada ao clima de cada região.

Em sua rotina, Filipe diz que era adequada ao clima. Acordava cedo para desmontar acampamento, se alimentava, dava comida aos animais e cavalgava 10 km e parava para descansar, cavalgava mais 10 km e fazia pausa para almoço de 1h30, andava mais 10km e tentava achar uma casa ou fazenda, se não encontrava, montava uma barraca. À noite, dormia cedo, pois tinha que acordar para ver se os cavalos estavam bem. "Cavalgava 4 km por hora e 30 km por dia", diz.

Além de cavalgar, ele escrevia e fazia fotos

Entre os locais marcantes, ele cita o Alasca, com animais selvagens, ursos de todas as cores e tamanho. Nos EUA, o Parque Nacional de Yellowstone, a Cidade do México.  "Amei cruzar o Pantanal, conhecer a cultura do boiadeiro, as comitivas. Foi um sonho conhecer fazendas com 40 mil cabeças de gado. Conheci o Uruguai, o Rio Grande do Sul", diz, citando a experiência de cruzar a Patagônia, na Argentina, um dos lugares mais difíceis do mundo, mas de uma beleza ímpar, pôr do sol magnífico, numa avalanche de cores que vão do neon, azul, rosa, violeta.

Depois dessa viagem, Filipe se considera a pessoa mais rica do mundo, com as experiências que viveu, o aprendizado, as lições, o contato com as pessoas que conheceu no caminho e que se tornaram parte da família. "Foram 12 nações, as paisagens, onde experimentei uma vida tão natural, totalmente conectada com a natureza, com animais, vivendo entre montanhas, selvas, desertos. Vi o mundo como poucos, assim Charles Darwin, Marcos Polo e isso não tem preço", diz.

 Aventura resultou em livro e vai virar filmeFoto: Arquivo Pessoal

A aventura resultou no livro "Cavaleiro das Américas", best-seller, que será transformado em longa-metragem numa co-produção Brasil-Canadá. "Minha próxima aventura é finalizar tudo para contar essa história.  Estou escrevendo o terceiro livro, acabei de lançar o segundo, best-seller e vai ser lançado no Brasil até o final do ano", conta, revelando que filmou tudo e uma produtora está montando um seriado de TV com três temporadas e um documentário.

Filipe também planeja um programa de TV, semelhante ao de Anthony Bourdain, que mostrava as diferentes cultura através da gastronomia. "Eu quero contar a história dos países, mostrando o interior, a cultura sertaneja", afirma, esclarecendo que tanto em Paris, Toronto, São Paulo, os shoppings são iguais, os filmes, as pizzarias e a verdadeira cultura está nos lugares pequenos, a culinária particular de cada local, as músicas, os poemas. "Quero mostrar  um pouco de cultura através desse mundo que nasci, que é o cowboy, o vaqueiro", relata.

Foto: Arquivo pessoal


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