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Cannabis medicinal diminui efeitos da quimioterapia

A planta vem sendo usada em tratamentos alternativos, mas há controvérsias sobre o seu uso em determinadas situações


Não é de hoje que a cannabis tem sido para fins medicinais. Pelo contrário, bem no passado ela já vinha usado com esses fins.

Estudos mostram que são os mais diversos usos medicinais. A planta tem sido uma alternativa de tratamento e remédio para diversas patologias, como fibromialgia, epilepsia, esclerose múltipla e até tumores.

Um artigo da Faculdade de Medicina de Varsóvia publicado, em 2019, em um periódico de oncologia traz informações sobre o uso de canabinóides na Oncologia, além de ser utilizado, também, em práticas de  cuidados paliativos.

De acordo com o documento, evidências indicam a eficiência da cannabis no tratamento da dor, espasticidade, convulsões, distúrbios do sono, náuseas e vômitos,  e Síndrome de Tourette. 

Cannabis vem sendo usada para atenuar efeitos daa quimioterapia/Unsplash Cannabis vem sendo usada para atenuar efeitos daa quimioterapia/Unsplash

“A ciência tem comprovado cada vez mais a importância da cannabis na qualidade de vida do paciente oncológico. O complexo mecanismo de ação da cannabis faz com que seja útil em diferentes sintomas do paciente oncológico e sob cuidados paliativos como a dor, a naúsea e vômitos secundários à quimioterapia, a perda de apetite, as alterações de humor e distúrbios do sono.”, destaca Maria Teresa Jacob, médica que trabalha com a medicina canabinóide.

O estudo enfatiza que os canabinóides apresentam segurança superior a outras substâncias usadas em oncologia e cuidados paliativos. “Existem algumas controvérsias quanto ao uso de canabinódes, especialmente o THC, em pacientes submetidos à imunoquimioterapia. Como eles atuam no sistema imunológico poderiam prejudicar a resposta à imunoterapia. Não existe até o momento um consenso sobre o assunto, mas seria prudente evitar seu uso nestes casos”, explica a doutora.

“Os canabinóides demonstraram efeitos anticancerígenos em diferentes modelos in vitro e in vivo de câncer”, cita o artigo.

As incertezas e controvérsias sobre o papel e uso adequado de medicamentos à base de cannabis ainda não permitem recomendar seu uso como tratamento de primeira linha da dor crônica e outras condições, principalmente na atenção primária. 

“Seja qual for o tipo de câncer vamos observar melhora do sono, da depressão, das náuseas e vômitos, e outros sintomas resultantes de uma quimioterapia inclusive os decorrentes da neuropatia induzida pela quimioterapia”, finaliza Maria Teresa.


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