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Com falha, avião nos EUA é obrigado a pousar e assusta passageiros

De acordo com ex-piloto, comandante agiu corretamente: procedimento conhecido como "descida controlada" leva a aeronave a uma altitude onde é possível respirar sem problemas.

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Um Boeing 767 da Delta precisou descer rapidamente na quarta-feira (18) após um problema na pressurização da cabine, relatou a imprensa dos Estados Unidos. Apesar de passageiros relatarem medo – um deles disse que enviou mensagens a familiares –, a rápida descida foi um procedimento correto na aviação. As informações são do G1.

Uma cabine de avião é pressurizada para que seja possível respirar dentro, já que a altitude é alta, tornando o ar muito rarefeito. A pressurização é mantida por meio de dispositivos, sensores de pressão e válvulas reguladoras. Conforme a aeronave vai subindo, mais pressão é necessária para que a atmosfera dentro da cabine seja mantida o mais similar possível com as condições encontradas no solo.

Casos de despressurização em aeronaves são incomuns e podem ocorrer em consequência de um vazamento em uma janela ou porta, o que faz com que a aeronave tenha dificuldades em manter a sua atmosfera artificial. Quando isso acontece, a oferta de oxigênio dentro do avião cai e pode causar hipóxia nos passageiros - diminuição de ar por metro cúbico no corpo humano.

Reprodução/Twitter

É para isso que servem as máscaras de oxigênio que caem automaticamente sobre os assentos e que os passageiros precisam colocar sobre o nariz e a boca antes de auxiliar crianças ou pessoas com dificuldade. É para compensar a redução do oxigênio na cabine.

No caso do voo 2353 da Delta, que liga Atlanta a Fort Lauderdale (Flórida), as máscaras caíram assim que o problema foi percebido. Aí, os pilotos desceram oito quilômetros em cerca de oito minutos até chegar a uma altitude baixa na qual seria possível respirar tranquilamente. Em seguida, o avião desviou a rota e pousou no aeroporto de Tampa, também na Flórida.



O ex-piloto Ronaldo Jenkins explicou ao G1 que o piloto adotou a manobra correta para esse tipo de situação. "Não é exatamente um procedimento normal – é algo anormal para atender a uma emergência", afirmou.

"É uma descida controlada, comandada pelo piloto tendo em vista a necessidade de atingir a altitude de 14 mil pés – onde já há uma maior demanda de oxigênio na atmosfera", explicou Jenkins.




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