Comandante revoga portaria que atribui investigação de crimes à PM

O anúncio foi feito durante a aula inaugural do curso de formação

Durante a aula inaugural do curso de formação de soldados da Polícia Militar do Piauí na manhã desta segunda-feira (08), o comandante da PM, coronel Carlos Augusto, anunciou a suspensão da portaria que atribui à polícia militar as investigações de crimes contra a vida cometidos por policiais militares. A medida será adotada até uma avaliação da Procuradoria Geral de Justiça.

O anúncio encerra a polêmica em torno das competência entre a PM e a polícia civil, que iniciaram duas investigações paralelas referentes ao caso de Emilly, de 9 anos, morta com dois tiros no tórax, durante uma abordagem policial na zona Leste de Teresina no dia Natal, em 25 de dezembro.

O policial, que segundo a investigação seria o autor dos tiros, foi reprovado no teste psicotécnico e só conseguiu entrar na corporação por conta de uma liminar da justiça. Ele fazia policiamento nas ruas desde 2010. Os policiais envolvidos - o soldado Aldo Luis Barbosa Dornel e o cabo Francisco Benício Alves - foram presos em flagrante e devem responder por homicídio doloso, tentativa de homicídio e fraude processual.

A polícia também investiga se a cena do crime foi alterada. O pai que dirigia o veículo, o cantor Evandro Costa, 31 anos, também foi atingido com um tiro na cabeça, está com uma bala alojada na cabeça e perdeu a audição do ouvido esquerdo. Daiane Caetano, de 26 anos, a mãe, recebeu um tiro no braço.

Comandante da PM, coronel Carlos Augusto, (Crédito: Arquivo/Meio Norte)
Comandante da PM, coronel Carlos Augusto, (Crédito: Arquivo/Meio Norte)
Fonte: Portal Meio Norte
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