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Consumo em restaurantes está 26% abaixo do registrado antes da Covid

Supermercados têm queda menor, de 5,1% em agosto, com demanda por alimentação em casa em alta

Apesar da reabertura do comércio em grande parte do país, os restaurantes seguem com resultado bem abaixo do registrado antes da pandemia. Em agosto, o consumo nos estabelecimentos desse segmento ficou um quarto menor (-26,5%) do que em igual mês de 2019, segundo dados apurados em pesquisa de Alelo e Fipe.

A queda vem mais em consequência a medidas de restrição de atividades e distanciamento social do que do cenário econômico, avalia Cesário Nakamura, presidente da empresa de benefícios:

— O componente mais forte é o isolamento social. Os restaurantes estão operando com capacidade reduzida. Há empresas e usuários que migraram do benefício refeição para o de alimentação. E há um contingente de 8,4 milhões de pessoas trabalhando em home office. São potenciais consumidores de restaurantes que estão em casa.

Apesar de reabertos em grande parte do país, restaurantes têm consumo 26,5% menor em agosto, ante igual mês de 2019, segundo a Alelo Foto: Arquivo Apesar de reabertos em grande parte do país, restaurantes têm consumo 26,5% menor em agosto, ante igual mês de 2019, segundo a Alelo Foto: Arquivo 

O número de transações feitas com cartão refeição em restaurantes em agosto recuou quase pela metade, ante agosto do ano passado, em 47,8%. A chave do recuo, continua Nakamura, está no movimento fraco. A base de restaurantes verificados encolheu apenas em 5,1%.

O entendimento de que o componente social pesa mais que o da crise econômica, diz o executivo, fica claro em razão da queda reduzida no caso dos supermercados.

Menos idas ao mercado, mas com compras maiores

O índice que mede o consumo no varejo de alimentos registrou recuo de 5,8% em agosto, enquanto o número de estabelecimentos que mantinham transações com cartão alimentação se manteve estável, com avanço de 0,4%.

Já o volume de pagamentos com o benefício nesses estabelecimentos — supermercados, quitandas e outros — encolheu em 15,6%. Efeito das pessoas estarem indo menos vezes ao mercado, mas gastando mais em cada uma delas. 

— Também vemos isso nos restaurantes porque as pessoas trocaram a compra individual, para o que era o almoço no intervalo do trabalho, por uma refeição para toda a família. Vemos que os resultados, de fato, variam conforme os níveis de distanciamento social em cada estado ou região — destaca Bruno Oliva, coordenador de pesquisas da Fipe. 

Entre as regiões do país, a Sul foi a com maior recuo no consumo em restaurantes no mês, de 30,3%. Quem menos sofreu foi o Norte, onde houve queda de 16,4%, enquanto o Sudeste ficou no meio do caminho, com -26,6%.

No recorte pelos estados, o Piauí levou o maior tombo, de -48,5%. O menor foi o registrado no Amapá, de -2,9%. O Rio de Janeiro viu o consumo em restaurantes encolher em 30,2% em agosto.

A tendência é que esse cenário persista ao menos até o fim do ano.

— A recuperação será gradual. E pode oscilar se houver necessidade de recuar em medidas de regramento das atividades do comércio. E não se pode esperar lotação, isso representa riscos excessivos para os consumidores e os trabalhadores desses setores — destaca Nakamura. 

Os restaurantes que mais sofrem são os que estão próximos a núcleos comerciais mais movimentados e focados em almoço para quem trabalha naquela localidade, diz o presidente da Alelo. Há casos em que o consumo caiu em mais de 90%. 

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