Corrupção desvia bilhões dos cofres públicos, diz delegado no TCE

Fala foi no Seminário de Formação de Controladores Sociais do TCE.

O delegado da Polícia Federal, Reinaldo Camelo de Carvalho, afirmou que 5% do Produto Interno Brasileiro é perdido para corrupção nos cofres públicos brasileiros. O dado alarmante foi apresentado em sua palestra sobre corrupção e lavagem de dinheiro durante o XXXIV Seminário de Formação de Controladores Sociais, Treinamentos e Qualificação de Gestores nesta terça-feira (19), no Tribunal de Contas do Estado.

Delegado Reinaldo Camelo de Carvalho noSeminário de Formação de Controladores Sociais  (Crédito: TCE)
Delegado Reinaldo Camelo de Carvalho no Seminário de Formação de Controladores Sociais (Crédito: TCE)

“Para esconder os desvios, os corruptos se utilizam de mecanismos como empresas de fachada, laranjas, empresas fantasmas, testas de ferro.  A estimativa é que em 2015, R$ 295 bilhões tenham sido desviado através da corrupção. Esse dinheiro que deveria estar sendo aplicado na saúde, educação, saneamento”, disse o delegado.

O auditor de controle externo, Inaldo Oliveira, enfatizou que atualmente o trabalho do TCE tem sido voltado para prevenção da corrupção. “A tônica dos nossos trabalhos tem sido a utilização de modelos modernos de fiscalização de referência nacional, cruzamento de dados, o uso de tecnologias para uma ação preventiva, pois uma vez consolidada a ação os malefícios são incalculáveis”, explicou.

As palestras do segundo dia de Seminário provocaram bastante interesse dos gestores públicos que foram ao evento com intuito de ampliarem seus conhecimentos sobre temas que envolvem a Administração Pública.

“Acho importante essas palestras. Participei de um curso muito bom de Licitação, abriu muito minha mente com relação a contratos e modalidades. Queremos ter essa aproximação com o TCE, que é o órgão que nos prepara e nos orienta em relação à prestação de contas do município”, afirmou o vereador de Água Branca, Ivon Beserra.

As palestras sobe A (in)aplicabilidade da Lei de Improbidade Administrativa aos Atos do Poder Legislativo, com juiz Thiago Aleluia; a Arrecadação de Tributos: Uma Visão no Cenário Atual Do Estado e Dos Municípios, do superintendente da Receita Estadual, Antônio Luiz e os Cuidados Necessários na Aplicação de Recursos Federais, ministrada pelo auditor federal de controle externo, Luís Emílio Xavier completaram a manhã de palestras do Seminário.

Fonte: Tribunal de Contas do Estado
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