Detentos da Major César farão curso de Operário da Construção Civil

O curso terá a carga horária de 80 horas/aula.

A aula inaugural do curso de Operário da Construção Civil – Pedreiro de Alvenaria, que será ministrado para 51 detentos da unidade prisional, foi realizada nesta terça-feira (29), na Colônia Agrícola Penal Major César Oliveira. O curso faz parte do programa Setre nos Municípios e a iniciativa é fruto de parceria entre Secretaria de Trabalho e Empreendedorismo do Estado (Setre) e a Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus).

O curso terá a carga horária de 80 horas/aula, sendo ministrado pelo professor José Luiz da Silva, com duração de 22 dias. O objetivo é qualificar os reeducandos e contribuir para a formação profissional das pessoas privadas de liberdade no sistema penal do Piauí. Os participantes poderão desenvolver trabalhos dentro da penitenciária e também utilizar os conhecimentos adquiridos fora do sistema prisional.

De acordo com o subsecretário de Justiça do Estado, Carlos Edilson Sousa, o curso de Construção Civil é uma forma de incitar a ressocialização dos internos. “É importante oferecer condições para que o detento tenha uma oportunidade de aprender sobre uma nova profissão e, futuramente, saia da unidade prisional com bagagem suficiente para conseguir um trabalho, retomando a sua vida”, destaca.

As turmas serão divididas entre os turnos manhã e tarde. Os internos também contarão com a estrutura do caminhão disponibilizado pelo programa, onde terão acesso aos estudos e aprofundarão os conhecimentos sobre as técnicas usadas no trabalho da alvenaria. Dentre as atividades já programadas para a aplicação do trabalho por parte dos reeducandos, está a guarita central da Major César, uma forma de colocá-los no contato direto com a profissão.

Para o detento Jeferson dos Santos, a oportunidade de conhecer uma nova profissão é um estímulo para seguir a vida com foco no trabalho e na realização de sonhos. “Estou animado em saber que vou aprender sobre alvenaria e sairei com experiência para conseguir um trabalho, seguindo outros rumos. É uma grande chance de retomarmos a vida com dedicação”, relata.

Segundo a diretora de Qualificação e Profissionalização da Setre, Carla Sousa Santos, os internos precisam deste incentivo, que, para ela, influencia positivamente na rotina diária. “Estamos muito felizes em proporcionar a qualificação da mão de obra para o mercado de trabalho. Esta ação causa um impacto excelente na postura dos internos, que, agora, terão a chance de aprender um novo ofício e vão praticar tudo dentro ou fora do sistema prisional”, frisa.



Fonte: Ascom
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