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Dia do Leitor: o protagonismo da mulher que lê e escreve

Nesta segunda-feira, 7 de janeiro, comemora-se o dia do leitor

Dia do Leitor: o protagonismo da mulher que lê e escreve
Leia Mulheres | Divulgação
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Nesta segunda-feira, 7 de janeiro, comemora-se o dia do leitor. A data lembra aqueles que ficam até arrepiados com o cheiro de papel novo e não dispensam uma boa história. Seja em livros físicos ou digitais, ficcionais ou de não-ficção, os amantes da literatura não abandonam o hábito saudável, que faz bem para o cérebro e para a vida. Para lembrar a data, o Jornal Meio Norte buscou iniciativas de leitura entre mulheres, que buscam na sororidade o empoderamento.

Mas antes de mais nada, questione a si mesmo, leitor deste impresso, qual sua autora favorita? Ou melhor: qual sua autora negra preferida? No Dia do Leitor, mais do que nunca, é preciso ouvir o lugar de fala de todas as pessoas.


Esse é o mote de uma campanha virtual da advogada Andreia Marreiro. Após a morte de Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro, a professora da UESPI e presidenta da Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra da OAB/PI, sentiu a necessidade de trabalhar o luto indicando autoras negras através das redes sociais. Assim surgiu a campanha Esperançar.  A repercussão foi grande, permitindo criar uma verdadeira cadeia de leitoras.


As piauienses Maria Sueli e Dani Marques estão na lista de livros indicados na campanha, além de nomes consagrados da literatura como Sueli Carneiro, Jaqueline de Jesus, Conceição de Evaristo, Jamila Ribeiro, Carla Akotirene e Chimamanda Adichie. Esta última, uma best-seller em todo o mundo.

A advogada adotou critérios para a escolha dos livros. “Busquei atender uma diversidade regional. Temos autoras africanas, norte-americanas, brasileiras e piauienses. Temos o livro sobre Esperança Garcia, organizado pela professora Maria Sueli, e um fanzine, o Desembucha Mulher, da Dani Marques. Tive um cuidado de buscar mulheres lésbicas e também mulheres transexuais, como é o caso de Jaqueline de Jesus. A preocupação de mesclar realidades. Trouxe mulheres intelectuais, que contribuíram para a academia em diversas áreas, como Sueli Carneiro. Além de Conceição Evaristo, que teve forte campanha para ser indicada a imortal da Academia Brasileira de Letras”, explica Andreia Marreiro.

O hábito de ler não é mecânico. A leitura é uma janela para analisar melhor o mundo em que vivemos. A campanha Esperançar é fazer com que as pessoas a acessarem palavras que sirvam como lentes para enxergar o racismo, o machismo e a desigualdade do Brasil, para que assim possamos construir práticas conscientes e concretas de enfrentamento de atitudes tão perversas que nos desumanizam”, acrescenta Andreia.

Mulheres que leem

Falamos de mulheres escritoras. Mas quem são as mulheres que leem? O Leia Mulheres é quase como se fosse um clube do livro, mas o protagonismo feminino é que define quais livros serão adotados. “É uma iniciativa nacional, temos três mediadoras nacionais. A ideia surgiu para fortalecer o acesso à obras publicadas por mulheres”, explica Lorena Nery Borges, assistente social, escritora e uma das mediadoras do projeto em Teresina, que iniciou em 2017 e hoje conta com três mediadoras.


Os encontros são mensais. “Nós temos uma dinâmica própria para a escolha dos livros em Teresina. Em um mês trabalhamos um volume internacional, no seguinte um nacional e depois local. É sempre assim para contemplar as diferentes esferas”, atesta Lorena.

Lorena afirma que a movimentação em torno do Léo Mulheres é grande. “Nossos encontros presenciais dão até 30 pessoas, mas nas redes sociais, no grupo do Facebook, somos mão de 300. Também temos o Instagram, @leiamulheresteresina, que é mais aberto”, aponta a mediadora.


O Leia Mulheres Teresina no momento está lendo duas obras de Chimamanda Ngozie Adichie, sendo elas “Sejamos Todos Feministas” e “Para Educar Crianças Feministas”. O próximo encontro do grupo será no dia 26 de janeiro em uma livraria da zona Leste de Teresina.

Brasil: um país de literatura em crise

O brasileiro está lendo cada vez menos. Primeiro veio a televisão e agora, mais recentemente, as redes sociais, que praticamente anularam a vontade do tupiniquim, que já não era muito chegado em livros, de ler algumas páginas. O resultado é a falência das grandes livrarias, a queda no volume de vendas e a busca sempre por resumos em pdf no Google quando o professor orienta alguma obra.

Enquanto isso, forma-se um exército de pessoas que não sabem interpretar um texto e que não possuem o mínimo hábito de pesquisa. Essas são as mesmas pessoas que terminam caindo em golpes e vírus por e-mail ou que acreditam em fake news. Falta senso crítico, que está fortemente ligado ao hábito de ler.

No Brasil, de acordo com pesquisa do Ibope de 2016, o brasileiro lê em média 4,96 livros por ano. No entanto, conclui a leitura de apenas 2,43. 44% da população nunca comprou um livro na vida, fato marcado pela forte disparidade econômica do país. Do total da população, 44% simplesmente não lê e 30% nunca comprou um livro na vida. Para frente, Brasil?


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