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Diretor de peça sobre Esperança Garcia critica ato de movimento negro

Um grupo de pessoas realizou um ato em frente ao Theatro 4 de Setembro, no Centro de Teresina, contra a atuação da ex-BBB Gyselle Soares no papel de Esperança Garcia.

Nesta quarta-feira (13), Valdsom Braga, diretor da peça "Uma escrava chamada Esperança", comemorou a estreia da encenação e criticou o protesto realizado por ativistas do movimento negro na noite de ontem.

Um grupo de pessoas se reuniu em frente ao Theatro 4 de Setembro, no Centro de Teresina, para protestar contra a atuação da ex-BBB Gyselle Soares no papel de Esperança Garcia, considerada a primeira advogada negra do Brasil. Para a Rede de Mulheres Negras do Piauí, a escolha de Gyselle para interpretar Esperança representa um "embranquecimento de uma pessoa negra".

Valdsom Braga e Gyselle Soares (Foto: divulgação)Valdsom Braga e Gyselle Soares (Foto: divulgação)

Em áudio, enviado em grupo de um aplicativo de mensagens e obtido com exclusividade pelo meionorte.com, o encenador afirma que todos os assentos disponíveis do Theatro 4 de Setembro estavam ocupados. Em outro momento, após celebrar a presença de pardos, negros, e brancos, Valdsom afirma ter sofrido agressão.

"Eu estava diante de uma ditadura. Era um grupo selecionado de pessoas que me agrediram, entende? Reproduziram aquilo que eles mais temem, mas o que eu fico mais impressionado é que o ataque fala mais a respeito dessas pessoas que agridem, do que sobre mim. Foi uma noite incrível, nunca mais vou esquecer", disse.

Os manifestantes levaram cartazes enfatizando que Esperança Garcia era mulher negra escravizada. Alguns exibiam frases como "Viemos gritar contra mais uma injustiça contra a nossa Esperança" e "A esperança não é branca, é negra".  

Ativistas do movimento negro realizam protesto contra atuação de Gyselle Soares (foto: reprodução)Ativistas do movimento negro realizam protesto contra atuação de Gyselle Soares (foto: reprodução)

Braga ainda afirmou que durante a peça pôde mostrar a injustiça que é reproduzida, segundo ele, por "aqueles que deveriam, ao invés de atacar, levantar a voz por uma bandeira".

"Mas a gente entende o que está por trás disso e ainda bem que a arte possibilita a gente se expressar. A arte não vem para a sociedade com um papel agressor, ela vem com uma reflexão. Foi uma das noites mais incríveis que eu já vivi na minha vida e eu não vou esquecer nunca, nem vou desistir", conclui o diretor da peça.

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