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Equatorial desmente destruição de painel

Empresa denuncia perseguição do Sindicato

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Na manhã desta segunda-feira (14) a classe artística amanheceu em polvorosa por conta de uma nota emitida pelo Sindicato dos Urbanitários do Piauí (Sintepi). A notícia veiculada no site da instituição denuncia uma suposta destruição de um painel de autoria do artista plástico Afrânio Castelo Branco, que na verdade está sendo retirado para uma restauração. 

“É tudo mentira. É uma tentativa de descredibilizar a empresa junto à população. É pura perseguição do sindicato. Eles querem falar mal da Equatorial, não há preocupação com arte. Preocupados estamos nós. Nós não entendemos de arte, mas temos que conservar os bens artísticos da empresa. Um exemplo disso é nossa sala da presidência, que tem uma obra encomendada do artista, mantida em exposição com todo o zelo”, dispara Nonato Castro, presidente da empresa. 

Obra em processo de restauração. Crédito: Leo Vilari.

A direção justifica que as obras externas estavam expostas às intempéries do tempo, e que as cinco décadas castigaram o material de qualidade inquestionável de Afrânio Castelo Branco. Além disso, as tela estavam sobrepostas em cima de pequenas piscinas, que continham peixes elétricos desde a época de Alberto Silva. “Por que eles não denunciaram antes, quando a empresa era pública? A preocupação deles não é com a arte, é apenas prejudicar a gestão”, completa Cosme Cezário, diretor financeiro da instituição.

O que diz a nota do Sintepi

Um dos trabalhos mais valiosos da cultura artística piauiense acaba de ser destruído pela empresa Equatorial Energia, que agora controla a Cepisa. Uma denúncia lamentável chegou ao Sindicato dos Urbanitários do Piauí – SINTEPI de que esse grupo, que não é do Piauí, está desfazendo de um dos trabalhos mais importantes da pintura do Estado, obra do saudoso e consagrado artista plástico Afrânio Castelo Branco, que faleceu em 2017, deixando um legado importante para a história e a cultura do Piauí.

As pinturas feitas ainda na década de 1970, há quase 50 anos, estão sendo apagadas do prédio da Cepisa, apagando também a história cultural do povo piauiense. A diretoria do Sindicato dos Urbanitários do Piauí – SINTEPI afirmou que fará uma denúncia formal para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN no Piauí, uma vez que essas telas e o próprio prédio da Cepisa, pela sua arquitetura, são tomados como patrimônio do Estado e a Equatorial não tinha o direito legal de destruir a história do povo piauiense, de forma que poucas obras do artista ainda estão preservadas em prédios públicos do Estado.

Afrânio Castelo Branco nasceu em 1930, formou-se na Escola de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Possui acervos da Bienal de São Paulo, Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, no Museu de Arte Moderna da Bahia, no Museu e na sede da Secretaria Estadual de Cultura do estado do Piauí, entre outros. Ele participou de duas edições da Bienal Internacional de São Paulo, em 1967 e 1969. Este ano, ao lado do artista Píndaro Castelo Branco, expôs em Copenhague (Dinamarca), Haia (Holanda) e Helsinque (Finlândia), com patrocínio do Itamaraty.  Em 1970, integrou a Coletiva de Arte Brasileira, mostra de 27 artistas que percorreu a Alemanha, a Espanha, a França, a Holanda, a Itália, a Suécia e a Suíça.

O outro lado: obras devem ser recuperadas

Procurada pela reportagem, a direção da Cepisa , através da assessoria de comunicação, lançou uma nota de esclarecimento nesta segunda-feira (14) para esclarecer a situação. O documento informa que as obras de Afrânio Castelo Branco que ilustram, desde a década de 1970, o hall de entrada de um dos edifícios-sede da empresa em Teresina, será integralmente recuperado. 

O grupo Equatorial Energia, quando assumiu o controle da empresa, em outubro de 2018, já encontrou as obras em avançado estado de deterioração e, por isso, realizou estudos e cotações de orçamento para a restauração das telas com artistas habilitados para as técnicas de pintura originais das telas.

Etapa inicial de restauração já começou 

Como etapa inicial do projeto de restauração, o painel Sinfonia da luz começou a ser removido do local. Já as obras Zebelê e Cabeça da Cuia, foram cobertas, há cerca de um ano, como forma de proteção da já evoluída deterioração causada por mais de 40 anos de exposição.

A Cepisa respeita e reconhece os artistas e a história piauiense e não tem a intenção de perder uma obra de tão grande valor histórico-cultural para o Estado.


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