Filha casa em hospital para pai poder participar de cerimônia

O pai da noiva sofre de uma doença degenerativa progressiva

Para realizar o seu sonho de casar e viver esse momento ao lado da família, Kyvya Klyss Araújo, 26 anos realizou o seu casamento nesta quarta-feira (18), no Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) onde seu pai está internado há cerca de um ano.

O Pai de Kyvya, o senhor José Carvalho de Araújo, 59 anos, está com muitas limitações, mas consciente e ficou muito emocionado e feliz durante a cerimônia.

Noiva decidiu casar no hospital para que pai estivesse na cerimônia
Noiva decidiu casar no hospital para que pai estivesse na cerimônia


José Carvalho sofre com uma esclrerose laterial amiotrófica (ELA) que degenera progressivamente os neurônios motores no cérebro (neurônios motores superiores) e na medula espinhal (neurônio motores inferiores), ou seja, estes neurônios perdem sua capacidade de funcionar adequadamente (transmitir os impulsos nervosos)

Kyvya soube pela médica que seu pai não tinha condições de sair do hospital para participar de seu casamento. Assim, ela e o seu noivo  Helielson Cardoso Santos, 26 anos, decidiram fazer a celebração do casamento no hospital, na beira do leito em que seu pai se encontra internado. 

"Quero meu pai ao meu lado em um dos momentos mais especiais da minha vida. Íamos casar em 2015, mas com o a descoberta da doença decidimos adiar para que pudéssemos focar na recuperação dele. Entretanto, a vida nos reservou outro caminho e para que ele pudesse viver esse momento, assim como ele também sonhou em participar, vamos na medida do possível, fazer desse sonho uma realidade”, disse a filha.

Noiva decidiu casar no hospital para que pai estivesse na cerimônia
Noiva decidiu casar no hospital para que pai estivesse na cerimônia


O neurologista Francieli Goulart Ribeiro, que faz o acompanhamento do pai de Kyvya confirmou que José Carvalho possui uma doença neurológica degenerativa que evolouiu com comprometimento respiratório que fez o paciente ficar dependente do respirador, mas consciente, orientado e completamente lúcido. O médico ressaltou que o atendimento do pedidoda família aconteceu por a equipe acreditar que seria importantante que o paciente vivevesse esse momento e por isso organizaram um plano-tarefa para que o casamento fosse executado da melhor forma possível, mas sempre pensando no bem-estar do pai da noiva.

Fonte: Com informações do imirante