Coalizão liderada pelos EUA mata 100 crianças treinadas pelo Isis

Bombardeio da coalizão internacional atingiu campo de treinamento

Cerca de 100 crianças morreram após um bombardeio contra um campo de treinamento do grupo terrorista Estado Islâmico, em Deir az Zor, no leste da Síria. As informações são da emissora  Al Arabiya.


De acordo com as informações da emissora, a responsável pelo ataque foi a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos para agir contra o  Estado Islâmico . A sede da Al Arabiya  fica nos Emirados Árabes Unidos, mas ela é controlada pela Arábia Saudita, dois países que integram a coalizão.

A notícia também foi veiculada por um grupo de ativistas contra o grupo terrorista que trabalha de maneira clandestina na região. No entanto, até o momento a ação não foi confirmada oficialmente.


Segundo as informações, o bombardeio ocorreu na madrugada entre o último sábado (5) e o último domingo (6), em uma área situada a 50 quilômetros da fronteira com o Iraque, onde ocorria o treinamento de menores de idade aliciados ao grupo extremista .

Pelo que foi informado pelos ativistas, milicianos do grupo extremista cercaram a zona do ataque e impediram o acesso de civis. A área também concentra a maior parte dos jihadistas que chegam à Síria a partir da Ásia Central e do Extremo Oriente. 

Direitos humanos

A notícia chegou nesta segunda-feira, um dia depois de a suíça Carla Del Ponte ter renunciado a um assento na comissão independente formada pelas Nações Unidas para investigar violações cometidas durante a guerra na Síria.

Em entrevista à Agência ANSA , nesta segunda-feira (7), Del Ponte afirmou que há sete anos o país é palco de crimes de guerra e contra a humanidade de "ferocidade e brutalidade sem iguais". "A comissão fez inquéritos preliminares que deram em nada, e o Conselho de Segurança nunca se mexeu. Agora chega, essa situação é inaceitável, uma vergonha", disse.

Rica em recursos hídricos e energéticos, Deir az Zor é um dos últimos bastiões urbanos do Estado Islâmico e deve ser alvo de uma iminente ofensiva das forças do presidente Bashar al Assad, apoiadas por milícias iranianas e pela Rússia.


Fonte: iG
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