Filho de Trump é acusado de participar da interferência na eleição

O "The New York Times" publicou uma reportagem nesta segunda

O filho mais velho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Jr., foi acusado de ter participado da interferência russa nas eleições do país em 2016. Segundo uma reportagem do jornal “The New York Times” desta segunda-feira (10), o norte-americano teria se encontrado com uma advogada russa a fim de trocar informações sobre a candidata democrata Hillary Clinton.


De acordo com a reportagem, a reunião teria acontecido no dia 9 de junho de 2016, apenas duas semanas depois de Donald Trump ter conquistado a indicação como candidato republicano.  Ainda de acordo com a reportagem do jornal, ele recebeu a promessa de que conseguiria “informações prejudiciais a Hillary Clinton antes de concordar em se encontrar com a advogada ligada ao Kremlin russo durante a campanha de 2016”. 

Durante o encontro, que durou entre 20 e 30 minutos, a advogada Natalia Veselnitskaya ainda teria revelado dados secretos sobre a participação de russos no financiamento da campanha democrata. Tais informações teriam sido repassadas ao jornal norte-americano por três conselheiros da Casa Branca .

Respostas da família

Em nota, Donald Trump Jr. confirmou que teria encontrado com uma pessoa que “pode ter dado informações úteis” para a campanha em junho de 2016.

Segundo o filho mais velho do presidente, o encontro foi combinado por intermédio de uma pessoa que conheceu durante o concurso Miss Universo 2013, que aconteceu no subúrbio de Moscou. Na nota, ele afirma que o nome do advogado (Natalia) não teria sido revelado antes do encontro.

Trump Jr. também confirmou que convidou o cunhado, Jared Kushner, e o presidente da campanha republicana , Paul Manafort, para participarem da reunião, “mas não lhes disse nada sobre o conteúdo”. 

Durante o encontro, que supostamente aconteceu para discutirem a possibilidade de adoção de crianças russas pelos norte-americanos, de acordo com Trump Jr., a advogada afirmou “que possuía informações de que indivíduos ligados à Rússia estavam financiando o Comitê Nacional Democrata e apoiando a Sra. Clinton”.

Também descreveu as declarações da russa como “vagas, ambíguas e que não faziam sentido”. “Nenhum detalhe ou informação de apoio foi fornecido ou mesmo oferecido. Ficou rapidamente claro que ela não tinha informações significativas”, afirmou o filho do mandatário dos EUA .

Ainda em resposta à reportagem do “The New York Times”, ele afirmou que teria deixado claro durante o encontro com a russa que seu pai “era um cidadão privado e não um político eleito, e que suas preocupações e reclamações seriam melhor dirigidas se e quando ele tomasse um cargo público”.  

O porta-voz jurídico de Trump, Mark Corallo, disse em um comunicado por e-mail que o presidente dos Estados Unidos “não compareceu e não tinha conhecimento do encontro”. O republicano não fez comentários sobre a reportagem no Twitter, mas, pela primeira vez, as denúncias sobre a interferência da Rússia nas eleições atingiram membros de sua família.

Donald Trump anda se contradizendo bastante sobre o tema. Na semana passada, antes de se encontrar com o presidente russo Vladimir Putin , na Alemanha, o mandatário norte-americano admitiu que a Rússia pode ter interferido nas eleições. Contudo, neste domingo (9), publicou no Twitter que “o fato de ter conversado sobre o tema com Putin, na reunião de sexta-feira (8), não significa que acredite que a interferência tenha acontecido”.


Fonte: iG
logomarca do portal meionorte..com