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Jornalista é vítima de homofobia em grupo de condomínio de Teresina

Marcone Lima, procurou a polícia civil após ser alvo de comentários de cunho homofóbicos e de injúrias no condomínio onde reside na zona Leste de Teresina

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O jornalista e decorador Marconni Lima, procurou a polícia civil após ser alvo de comentários de cunho homofóbicos em um grupo de WhatsApp do condomínio onde mora, próximo a avenida Kennedy, zona Leste de Teresina. Esse caso engrossa os dados deste tipo de crime: todos os dias, em média, três boletins de ocorrência por preconceito a LGBTQIA+ são registrados na Capital. O preconceito é atribuir a alguém qualidade negativa que ofenda a honra ou dignidade.  A ofensa que pode ser de gênero, racial, entre outras. 

Os condôminos estavam discutindo melhorias em um dos grupos, mas um comentário desagradou a vítima que foi exposta de forma desrespeitosa na rede social do condomínio II que possui mais de 30 integrantes. O caso ocorreu na quinta, mas só na sexta (4) Marconni registrou o boletim de ocorrência contra uma vizinha. 

Marcone Lima, procurou a polícia civil após ser alvo de comentários de cunho homofóbicos- Foto: Arquivo Pessoal

“Já tínhamos um primeiro grupo onde os condôminos só recebiam as informações da síndica e do conselho. Então criaram um segundo grupo, que no caso, ocorreu neste mesmo dia do fato. Uma vizinha foi contra as mensagens do conselho no grupo e após manifestar minha opinião ela afirmou para que deixasse de ‘maricagem’, ela agiu com preconceito. Eu recebi as mensagens à noite junto com meu companheiro”, lamenta.  

O termo Maricagem quer dizer: ato, dito ou modos de maricas, de indivíduo efeminado ou medroso. Marconni relata que seu companheiro também sentiu as ameaças com ar depreciativas e preconceituosas.  Na postagem há críticas até com o cachorro de estimação do jornalista. “Falando mais claramente, são insultos muitas vezes disfarçados, em cima das nossas escolhas e comportamentos, que podem não nos afetar em quase nada, ou pode nos afetar em tudo”, escreveu ele em postagem no Instagram. 

Jornalista acusa comentários de cunho homofóbicos em um grupo de WhatsApp de condomínio-Reprodução

O jornalista sentiu dificuldades de procurar atendimento nos distritos policiais. “Procurei algumas delegacias como a de crimes virtuais e me orientaram a registrar o boletim em qualquer delegacia e senti a falta de atendimento mais preciso”, alegou.  

Reprodução das mensagens

Segundo ele as ofensas poderão continuar. Se considerados culpados, os autores podem ser punidos com penas de um a seis meses de detenção ou multa. Nesses casos, a vítima pode pedir uma ação contra a ofensora.  “Eu acredito que faltou respeito não só a minha orientação sexual, mas isso pode acontecer por injúria seja racial, religiosa ou de qualquer outra forma de expressão", diz. 

Não é vitimismo 

Segundo Marinalva Santana, advogada e presidente do Conselho de Direitos Humanos e LGTB do Piauí, as denúncias de todos os tipos de preconceito a gênero aumentam a cada dia. Para ela é preciso que se pare o discurso depreciativo, de chamar de vitimismo.  "O mais correto é que as pessoas discriminadas façam a denúncia e registrem o boletim de ocorrência. Dependendo da circunstância ele pode entrar com ações reparatórias na esfera civil por danos morais contra o condomínio ou se tiver os moradores identificados, para quem constrangeu ele”. 



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