Um jovem de 19 anos, viciado em drogas e jurado de morte por traficantes, vive acorrentado dentro de sua pr?pria casa. A sugest?o foi de um colega tamb?m dependente qu?mico, assassinado em novembro. Internado duas vezes para tratamento - a ?ltima delas h? quatro meses -, ele ficou 21 dias na Casa de Sa?de de Rol?ndia, no Paran?. No entanto, ao sair, teve uma reca?da e voltou a consumir crack e maconha.

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?Prefiro v?-lo assim, acorrentado comigo, ao v?-lo dentro de um caix?o e eu chorando em cima do caix?o dele?, disse a m?e do rapaz.

A chave do cadeado ? guardada em um lugar estrat?gico caso aconte?a alguma emerg?ncia. ?Se Deus o livre e guarde algu?m aparecer, eu solto ele?, diz a m?e.

Para o psiquiatra Ricardo Assme, a falta de vagas em cl?nicas especializadas leva as fam?lias a atitudes extremas. No entanto, ele refor?a que o uso de correntes n?o ? o modo adequado de se tratar viciados em drogas.

"O paciente n?o consegue se internar no momento em que ele deseja. Ele precisa fazer o tratamento por ele mesmo. E ? o que acontece. Pacientes que se prendem, que se acorrentam, buscam alternativas que nem sempre s?o as mais indicadas do ponto de vista m?dico. Ent?o ? uma situa??o social nesse sentido".

"Vamos procurar junto com a m?e um lugar para encaminhar e onde ele pode come?ar o tratamento?, disse Maria Chueiri, coordenadora do Centro de Atendimento Psicosocial (Caps).