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Laudo de "morte doce" de casal traz "alívio" a pai: "De outra forma seria pior"

Dá um certo alívio, sim. Se fosse de outra forma, seria muito pior - contou Átila.

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O carteiro Átila Guimarães Mendes Franco, pai da auxiliar de escritório Verônica de Souza Leão, de 21 anos - morta asfixiada com o namorado, o cabo da Marinha Diogo Moreira Quadros, de 23 - conta que a família está mais aliviada com a conclusão do laudo feito pela perícia do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). O documento mostrou que o casal levou meia hora para morrer e foi vítima da ?morte doce?. Os corpos dos dois foram encontrados dentro do carro, na garagem da casa no bairro da Covanca, em São Gonçalo, onde os dois iriam morar após o noivado, que estava marcado para a noite de Natal. De acordo com os peritos, a ?morte doce? é quando há inalação de monóxido de carbono e produz-se sem que as vítimas se ?deem conta do perigo? ao cair em ?estado de estupor?.


Laudo de

- Dá um certo alívio, sim. Se fosse de outra forma, seria muito pior - contou Átila.

Para ele, o laudo só veio confirmar a tese da família de Verônica e Diogo de que a morte do casal foi acidental. Ontem, o delegado Wellington Vieira, da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), disse que o resultado da perícia comprovou que o monóxido de carbono gerado pelo cano de descarga do carro acabou entrando pelos dutos do ar condicionado do veículo:

- Eles nunca deram nenhum indício de que iam cometer suicídio. Pela alegria, pelo noivado, pela proximidade do matrimônio, eles não fariam isso. Acreditamos que foi mesmo um acidente.

Cátia Mariah Moreira Quadors, irmã do Diogo, tem a mesma opinião:

- Ainda estamos muito abalados. Mas acreditamos nisso.

Um mês

No próximo domingo, dia 13 de janeiro, a morte de Verônica e Diogo completa um mês. Na época, as duas famílias chegaram a montar uma grande mobilização com a distribuição de cartazes em comércios, delegacias e hospitais nos dias em que o casal esteve desaparecido. Os dois foram vistos pela última vez em 13 de dezembro. Quando os corpos foram encontrados, sete dias depois, os parentes já tinham a certeza de que os dois haviam morrido de forma acidental.

Diogo e Verônica foram vistos pela última vez através de uma câmera de circuito interno de um supermercado, em Niterói. Eles foram ao local para fazer compras. No carro, a polícia encontrou vestígios de que eles ainda se alimentaram antes de morrer. Vizinhos contaram que era comum Diogo estacionar o carro na garagem da casa.


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