O Governador Wellington Dias concedeu uma entrevista para falar sobre o Lockdown parcial e a Lei Seca e explicou a importância das medidas adotadas no estado, no combate ao coronavírus, ao programa Live da CNN Brasil. Segundo o gestor, o Estado apostou desde o começo na ciência e tem dado resultado. 

"Nós temos um dos mais elevados índices de isolamento, temos o isolamento especial, a entrada das barreiras no Estado quando alguém é contaminado a partir do rastreamento entra também em quarentena. A garantia de ter a testagem adequada, nós temos um dos mais elevados índices de testagens do Brasil. Nós temos o Monitora Covid, é um sistema que por telemedicina através do celular fazemos o acompanhamento de uma rede enorme de pessoas e agora entra o Busca Ativa que é uma novidade no Brasil, uma equipe com médico, enfermeiras, que vão de casa em casa, a partir do mapa de cada lugar", declarou o governador.

Wellington Dias disse ainda que mesmo com todas essas medidas o isolamento do Piauí registrou uma queda, por conta disso, foi necessário medidas mais bruscas. "Mesmo assim o isolamento medido no Piauí teve uma queda, por isso adotamos uma restrição maior nesta sexta, sábado e domingo, onde vamos colocar barreiras em vários pontos do Estado, nós vamos trabalhar fiscalizações fortes e adotamos a Lei Seca, ou seja, onde tiver gente na rua bebendo, onde tiver bares abertos, gente teimando em dirigir alcoolizado nós vamos tomar medidas", disse.

"O desrespeito a isso nos trouxe por exemplo 157 internações que precisam estar reservadas para essa pandemia e a busca com isso é garantir que não se tenha o colapso, quem entra em colapso aumenta a mortalidade. O Piauí tem uma das mais baixas taxas de letalidade do país. Qual o objetivo disso? É na zona urbana da cidade a gente reduzir movimentação, menos pessoas em contatos e assim menos reprodução do vírus. São medidas que mexem com a economia, com a vida das pessoas, mas é a vida em primeiro lugar", finalizou.

'Medidas afetam economia, mas é a vida em 1º lugar', diz W.Dias à CNN - Imagem 1

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