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Memorial da América Latina vai destacar a Serra da Capivara

Projeto faz homenagem aos 50 anos de chegada da pesquisadora Niéde Guidon ao Piauí; aos 40 anos de pesquisa do cônsul Alejandro Sfeir-Tonsic; e aos 30 anos de documentação do repórter André Pessoa

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Assim que as limitações impostas pela pandemia que assola a humanidade arrefecer, o público da maior cidade da América Latina e convidados de diversos países poderão conhecer de perto os detalhes da pré-história americana, em especial as descobertas no Brasil e no Chile. Imensos painéis fotográficos vão descortinar a arte rupestre desses dois países no maior centro cultural de São Paulo.

Uma exposição fotográfica inédita que pega o gancho das comemorações em homenagem aos 50 anos da chegada da maior arqueóloga do Brasil na atualidade, a paulista Niéde Guidon, em meados de 1970 na Serra da Capivara, fazendo também uma referência aos 40 anos de pesquisa da pré-história sul-americana através dos trabalhos do cônsul do Chile no Brasil, Alejandro Sfeir-Tonsic. Tudo ilustrado pelas imagens do fotojornalista pernambucano André Pessoa que há 30 anos se dedica à documentação científica e publicitária dos vestígios humanos no continente.

Anne-Marie Pessis, Niéde Guidon e o cônsul do Chile Alejandro Sfeir-Tonsic durante viagem para conhecer a Serra da Capivara | FOTO: ANDRÉ PESSOA

Alejandro Sfeir-Tonsic explica que a mostra pretende destacar o que significa a Serra da Capivara, o parque nacional, o Piauí, as riquezas arqueológicas e um dos maiores conjuntos de arte rupestre do mundo. "É incrível. Como eu já levo 41 anos fazendo pesquisas sobre arte rupestre, pois comecei muito menino, o primeiro livro que publiquei foi em 1979, meados de 1980, com apenas 16 anos, então, também vamos comemorar essas minhas quatro décadas de pesquisas e registros fotográficos pelos cinco continentes, principalmente fazendo um comparativo entre a Serra da Capivara com a minha região no Chile”, explicou o cônsul.

Para o fotojornalista pernambucano André Pessoa que vive desde 1993 na zona de entorno do Parque Nacional da Serra da Capivara, o projeto representa uma nova oportunidade de levar a imagem positiva do Piauí mundo afora, em especial as riquezas naturais e culturais de um lugar em pleno semiárido nordestino declarado como Patrimônio Cultural da Humanidade. “Só quem conhece profundamente a importância da chamada 'Área Arqueológica de São Raimundo Nonato', pode reconhecer ali um dos lugares mais fantásticos da Terra", afirma Pessoa com o histórico de três décadas documentando o Piauí.

Publicação com artigo de Alejandro sobre Chile e Brasil



 

"Eu já estive no Egito, no Oriente Médio e em lugares com muitos vestígios arqueológicos   como a Jordânia. Documentei um dos sítios com pinturas rupestres mais antigas do mundo, na Europa, no Norte da Espanha, em Altamira. Fui conhecer os monumentos das três culturas milenares das Américas: os Maias, Astecas e Incas, mas nada disso mudou o meu conceito sobre a Serra da Capivara, ao contrário, voltei ainda mais confiante de ter feito a escolha correta", explica André.

 Niéde Guidon: cinco décadas de pesquisa

Que a Serra da Capivara é o cartão postal do Piauí ninguém duvida, ao contrário, a beleza natural e o acervo cultural do parque localizado no coração do Nordeste brasileiro é atualmente uma das referências positivas do País na área da ciência e da conservação ambiental mundo afora. Seus sítios arqueológicos com pinturas e gravuras rupestres em excelente estado de conservação se caracterizam como um dos mais valiosos acervos da pré-história das Américas.

foto: Andre Pessoa


Foi exatamente no segundo semestre de 1970 que uma jovem pesquisadora paulista que trabalhava como professora na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, na França, tocou o solo piauiense pela primeira vez. De lá para cá as suas pesquisas no interior do Piauí embaralharam as teorias de ocupação do continente americano. Niéde Guidon, hoje com 87 anos, se transformou num ícone da ciência, a prova viva de que é possível fazer pesquisa alimentando o desenvolvimento sustentável.

Em cinco décadas de trabalhos exclusivos na caatinga nordestina, Guidon criou um parque fantástico, gerou emprego e renda no sertão, montou dois inacreditáveis museus num dos lugares mais pobres do Brasil, catalogou mais de mil sítios arqueológicos, formou alunos de graduação, pós e doutorado e deixou pronto um legado de conquistas que devem ser referenciadas no Brasil e no exterior.

Por isso, o Memorial da América Latina como uma referência cultural do continente foi o local escolhido para essa exposição. Afinal, num só evento estarão sendo homenageados três figuras ímpares para a revelação da pré-história americana. Niéde com 50 anos com os pés, mãos, cabeça e coração na Serra da Capivara. Alejandro com mais de 40 anos de pesquisas no Chile e registros fotográficos nos cinco continentes. E, para fechar o trio, o repórter André Pessoa com 30 anos focados na documentação do nosso passado milenar. (C.D.)

CHILE EM FOCO

Foi na sua adolescência que o jovem pesquisador Alejandro Sfeir-Tonsic desbravando a localidade El Molle, no deserto norte do Chile, se apaixonou pela arqueologia. Ele é responsável pela identificação de diversos sítios de arte rupestre associados à sociedades humanas pré-hispânicas, descobertas na aldeia próxima do Valle de Elqui, no início do século passado, pelo arqueólogo F. L. Cornely.

Nascia ali o desejo de conhecer e documentar as pinturas e gravuras rupestres pelo mundo afora. 

Mestre em política exterior pela Universidade de Santiago, advogado pela Universidade do Chile e doutorando pela Universidade de Buenos Aires, Sfeir-Tonsic é formado pelas academias diplomáticas do Chile e da Espanha e tem mestrado em Direito Europeu pela Universidade Toscana de Siena, na Itália. 

Alejandro já esteve em inúmeros países dos cinco continentes, em especial na Serra da Capivara, extremo interior do Brasil. E voltou do Piauí ainda mais encantado com o nosso passado milenar.

Agora, com a exposição no Memorial da América Latina, o pesquisador chileno que hoje é cônsul do país banhado pelo oceano Pacífico, pretende fazer um comparativo entre as figuras registradas no semiárido brasileiro e as gravuras do deserto chileno.  

Agora é esperar essa pandemia desaparecer para se deslumbrar com tantas belezas milenares em um só lugar! A expectativa dos organizadores da mostra é que do Brasil a exposição siga para o Chile em 2021.


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