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OAB questiona corte de atleta piauiense da seleção brasileira

Advogados solicitam informações quanto aos critérios adotados pela Confederação Brasileira de Badminton (CBBd) para a não convocação da piauiense Jaqueline Lopes Lima.

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, conjuntamente com a Comissão de Direito Desportivo, solicitou ao Presidente da Confederação Brasileira de Badminton (CBBd), José Roberto Santini Campos, informações quanto aos critérios adotados pela Confederação para a não convocação da Atleta piauiense Jaqueline Lopes Lima.

No dia 20 de março de 2021, a CBBd divulgou um comunicado com a lista dos atletas classificados e convocados para participar do XXIV Campeonato Pan Americano Individual Adulto de Bandminton, a ser realizado entre os dias 29 de abril a 2 de maio de 2021, na cidade de Guatemala.

Atleta Jaqueline Lopes Lima (Foto: Jairo Moura)Atleta Jaqueline Lopes Lima (Foto: Jairo Moura)

No mesmo documento, a Confederação afirmou que “A atleta Jaqueline Lopes Lima, por definição da área de saúde e da comissão técnica da CBBd, não deverá participar desta competição, em função de ter permanecido em inatividade por longo período e estar retornando as atividades, de forma gradativa, à pouco tempo. A CBBd toma esta posição visando a segurança da atleta neste momento. Caso a atleta opte em participar, a mesma deverá assumir todos os custos desta participação e também todas as responsabilidades referentes aos aspectos físico, saúde e segurança referente ao Covid-19. A CBBd define que a não participação da atleta neste momento, é a opção mais adequada e segura, preservando a atleta para o futuro, pois a mesma faz parte da equipe da CBBd, visando o ciclo 2024".

Jaqueline Lima deu à luz a Lara Sofia em novembro de 2020, ficando afastada nos primeiros dias de retomada dos treinos no Centro de Treinamento de Badminton da Universidade Federal do Piauí (UFPI). “É importante ressaltar, neste caso, que a atleta obteve liberação médica para retornar gradativamente aos treinos. Essa informação foi divulgada, inclusive, por meio de nota publicada no site da CBBd em seu site”, explica o Presidente da Comissão de Direito Desportivo da OAB Piauí, Carlito de Sousa Lima.

Segundo a Confederação, os atletas classificados e convocados, obtiveram a classificação com base nos Rankings Mundial (Federação Mundial de Badminton/BWF) e Nacional. Para o Presidente da OAB Piauí, Celso Barros Coelho Neto, se faz necessário pedir esclarecimentos quanto aos critérios objetivos adotados pela Confederação Brasileira de Badminton para a desclassificação da atleta.

“A atleta já havia sido devidamente liberada pela área Médica e pela Comissão Técnica da instituição e possui uma excelente classificação, já que é a 2ª no Ranking Nacional e dona de duas medalhas de bronze nos jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. Esperamos com a colaboração da Confederação Brasileira de Badminton”, afirma Celso Barros Neto.

 “Acredito que foi só uma desculpa para tirar uma piauiense da tentativa de ir às Olimpíadas”, afirma Jaqueline em entrevista concedida ao jornal El País. “Tem um certo preconceito pela região de onde vim, pelo fato de ser mulher e agora também por ser mãe”, completa. Praticante do badminton desde os oito anos, a moradora de Teresina descobriu o esporte em uma colônia de férias que aconteceu no ginásio de esportes ao lado de sua casa, quando desistiu do ballet por falta de professor. Precisou se mudar para São Paulo para seguir a carreira, mas voltou à capital do Piauí com o início da pandemia.

Mesmo sem o apoio da confederação, Jaqueline insistiu no sonho olímpico e conseguiu um patrocínio que financiaria sua ida à Guatemala. Então, teve a segunda surpresa: ela não foi sequer inscrita pela CBBd na competição e, com o imbróglio, havia perdido o prazo de inscrições, que terminou em 31 de março. “Fiquei querendo saber porque não iriam me bancar e nem me preocupei com a inscrição, achei que pelo menos isso eles tinham feito. Mas também não deu certo”, lamenta ela.

A piauiense prefere não fazer previsões para as próximas Olimpíadas, marcadas para Paris em 2024, contrariando a nota da Confederação a respeito do ciclo olímpico seguinte. “Não sei como vai ser depois dessa confusão. Eles ainda não vieram falar comigo”, diz. Mas tem uma certeza: não deixará a maternidade atrapalhar sua carreira. “Eu tenho um objetivo e estou conciliando os cuidados da minha filha com os treinos. Está sendo difícil, mas sei que estou indo bem”, completa a mãe.

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