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Passar álcool na botoeira do elevador é um risco? Entenda!

Redes administradoras de condomínios em Teresina têm dado alerta aos moradores para que não usem álcool em gel na higienização do equipamento por risco de curtos circuitos e acidentes.

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A pandemia tem reforçado a importância da higienização de equipamentos que são usados diariamente por várias pessoas. No entanto, o uso do álcool em gel para desinfetar as botoeiras dos elevadores têm levantado algumas informações duvidosas.

Em Teresina, algumas redes administradoras de condomínios compartilharam em grupos do Whatsapp um alerta para que moradores, visitantes e equipe de limpeza não limpem os botões dos elevadores com álcool em gel. A justificativa seria de que essa prática causaria curtos circuitos nos equipamentos e poderia resultar em acidentes e ferimentos graves nos usuários.

Marcos Lira, engenheiro eletricista do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Piauí (UFPI) esclarece que a prática de passar o álcool em gel ou álcool líquido 70% não deve ter esse tipo de consequência, já que as botoeiras são fabricadas para suportar determinado grau de umidade. 

Marcos Lira, engenheiro eletricista | Foto: Divulgação

Mas é importante aplicar o produto em proporção suave, com toalha ou pano, no equipamento. "Eu não posso simplesmente pegar um pano encharcado de álcool e passar nesses botões, pois por trás deles têm ligações elétricas. Um pano ou uma toalha umedecida de maneira moderada serve para fazer a limpeza desses botões", aconselha o engenheiro.


Mas o que pode estar ocasionando o aspecto do choque elétrico? O professor Marcos Lira elencou alguns fatores. O primeiro seria em razão do isolamento elétrico e o segundo, seria a fuga de corrente pelo painel.

"Pode ocorrer se a pessoa que está operando os botões não está calçada corretamente, sem o isolamento elétrico adequado e, se o painel do elevador estiver com alguma fuga elétrica, certamente ela vai receber essa descarga", explica.

Outra possibilidade seria o excesso do uso do álcool. Se o líquido ou gel adentrou pelas conexões da botoeiras, pode haver no local uma corrente elétrica fluindo. 

"Essa possibilidade é mais remota porque os botões têm uma isolação, um grau de proteção contra poeira e contra líquidos. Se não, vejamos, nas cidades litorâneas é comum que as pessoas que frequentam praias, muitas vezes com a mão úmida, acionem os elevadores, o que é pior, às vezes  descalços. Veja que eu preciso ter um grau de proteção mínimo para garantir essa situação" , disse Marcos Lira.

Diante disso, o professor ainda afirma que fenômeno da descarga elétrica devido ao uso de álcool em gel ou líquido nos botões dos elevadores sequer tem comprovação científica. 

FOTO: Reprodução Internet

O engenheiro eletricista fez uma analogia com outros equipamentos elétricos que dependem que usuário faça um contato manual e estão passando por um processo de limpeza parecido ao longo do dia.

"Assim como as botoeiras, o teclado de um caixa eletrônico que você precisa acionar o aparelho que recebe a sua digital para liberar o acesso à sua conta no terminal de autoatendimento e ainda a máquina de cartão de crédito, se estiver conectada a uma tomada. Se isso estivesse valendo para os botões de elevador, também estaria valendo para esses equipamentos que nós temos que manusear. Não tem relação entre álcool e choque elétrico, claro, álcool de maneira moderada", garante.



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